
*Com Informações da Assessoria de Imprensa
O Instituto Hélio D’Angola, em Pelotas, realiza neste sábado (11), às 15h, a tradicional Festa de Cosme e Damião. A celebração é marcada pela valorização da cultura afro-brasileira e pelo fortalecimento dos laços comunitários. A festa, que também homenageia o Dia das Crianças, é considerada um dos momentos mais significativos do calendário cultural do Instituto. Na Umbanda, Cosme e Damião estão associados aos Ibejis ou Erês, entidades infantis que representam pureza, inocência e alegria, reforçando valores como a fraternidade, a proteção às crianças e a partilha.
“Celebrar Cosme e Damião é mais do que festejar: é reafirmar a identidade da comunidade, preservar tradições afrodescendentes e proporcionar um espaço de pertencimento e resiliência”, destaca Aida Oliveira, coordenadora do Instituto.
A programação da festa é realizada em parceria com o Centro Espírita de Umbanda Ubirajaras Peito de Aço, responsável pela roda de Umbanda que abre a celebração e marca espiritualmente o início das atividades.
Entre as atividades interativas, o público poderá participar do Jogo da Memória: História e Território, coordenado por Ícaro Silveira. Além disso, outras partes do cronograma incluem festividades musicais e de dança.
A realização da Festa de Cosme e Damião foi aprovada no edital de Pontos de Cultura da Política Nacional Aldir Blanc, promovido pela Sedac RS, fortalecendo o compromisso do Instituto com a preservação da cultura afro-brasileira e a democratização do acesso à arte.
Sobre o Instituto Hélio D’Angola
O Instituto nasceu da iniciativa de Hélio (Jorge Luís Oliveira), que, nos anos 1990, transformou uma área abandonada, conhecida como “Quadrado”, em um espaço de convivência, cultura e valorização da ancestralidade africana. O trabalho de Hélio e da comunidade resultou em melhorias estruturais e no desenvolvimento de projetos voltados para a infância e a cultura negra.
Desde 2015, sob a liderança de Aida Oliveira, filha de Hélio, o Instituto consolidou-se como espaço de referência cultural, atendendo mais de 250 famílias com oficinas de dança, teatro, capoeira, produção literária, reciclagem, futebol, reforço escolar e projetos independentes como a Batucantada (grupo de percussão formado por mulheres). O Instituto é reconhecido como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura e segue como um polo de resistência, arte e memória coletiva.



