Especial JTR: Centenária União Gaúcha completa 120 anos de história e tradicionalismo em Pelotas

O vice-patrão Ben-hur Sandrini Lopes (E) junto ao patrão Romualdo Cunha Júnior (D) (Foto: Vitória Leitzke/JTR)

Berço da tradição gaúcha em Pelotas, a União Gaúcha João Simões Lopes Neto está em festa em 2019. Completando 120 anos de história, a entidade está desde janeiro promovendo festividades para celebrar a tão importante data. Para o patrão Romualdo Cunha Júnior, é uma alegria chegar nesta idade após intensas transformações no mundo e na sociedade.

“Depois da Segunda Guerra Mundial, foram fechadas todas as instituições que tinham movimento cultural e a União Gaúcha se reergueu no início da década de 50, passando a ter a mesma finalidade de uma entidade tradicionalista. Nós não levamos a sigla [Centro de Tradições Gaúchas] CTG por termos sido fundado e reconhecido muito antes do movimento se organizar (em 1960)”, explica.

O primeiro encontro para discutir sua criação foi realizado no dia 10 de setembro de 1899 e após dez dias, no mesmo dia em que é comemorada a Revolução Farroupilha e/ou o Dia do Gaúcho, foi oficializada a sua fundação. A União Gaúcha, durante sua trajetória, teve inúmeros patrões, porém, até 1916, não era reconhecida como uma entidade tradicionalista, mas sim como uma sociedade, tendo como nome Sociedade União Gaúcha.

Outra mudança foi a inclusão do nome João Simões Lopes Neto. Segundo o patrão, a homenagem ao escritor pelotense se deu, dentre outros motivos, pelo fato dele ter sido o quinto presidente, durante a Sociedade.

“Ao longo desta história toda, ano que vem completamos 70 anos deste reerguimento e de lá para cá, a União Gaúcha passou por altos e baixos ao longo de seu caminho. Alguns patrões pegaram momentos bons, outros em momentos não tão bons, mas todo mundo com seu jeito de administrar conseguiu manter as portas abertas, que era o nosso maior objetivo”, reconhece Júnior.

O patrão conta também que é participativo na entidade há 30 anos, o que faz enaltecer o orgulho em fazer parte da patronagem atualmente. “Ser patrão neste momento é uma maior satisfação pessoal, mas acima de tudo, um compromisso de dar continuidade a tantas pessoas que passaram por aqui e que hoje veem a evolução, que estamos trabalhando, investindo, melhorando estruturalmente nossa sede, é um trabalho feito por muitas mãos”, destaca.

“Estamos desde o início do ano com muitas atividades tanto dentro quanto fora da nossa sede, como no Shopping Pelotas. Ganhamos um espaço lá para ter a oportunidade de fazer um espaço farroupilha. Temos uma loja e mais dois museus contando a trajetória do grupo de danças adulto e suas as maiores conquistas. Eles são cartão-postal da entidade”, afirma.