Terra e Cor da Canção Nativa é retomado em Pedro Osório

Mais de 800 inscrições foram enviadas à Comissão Organizadora, atingindo um recorde de participações. (Foto: Arquivo/JTR)

A cidade de Pedro Osório está de volta ao mapa dos festivais nativistas. Após sete anos, o 21º Terra e Cor da Canção Nativa voltará a ser realizado. Desta vez nos dias 1º e 2 de dezembro (sexta-feira e sábado) no Ginásio de Esportes Três de Abril, centro da cidade, com apresentação de invernadas, shows e a mostra competitiva, com 16 músicas – oito em cada dia.

O sucesso de público é uma realidade uma semana antes do festival: as mesas a R$ 100 com quatro lugares estão praticamente esgotadas, segundo o prefeito Moacir Otílio Alves (MDB), o Chola. Os ingressos a preço simbólico de R$ 5 serão comercializados nas bilheterias do ginásio nos dois dias de evento.

Local para se hospedar não será problema: Pedro Osório tem a sorte de contar com uma população que acolhe o Terra e Cor. Não é difícil conseguir hospedagem em casas particulares. Ainda tem o camping à beira do rio Piratini, cuja diária é gratuita, hotel e uma estrutura da Secretaria de Educação estará disponível para alojamento.

“Os CTGs [Centro de Tradições Gaúchas] da cidade são parceiros, a alimentação dos músicos será no CTG, pessoas que já têm experiência de edições anteriores voluntariamente se ofereceram para ajudar, está tudo organizado, pronto e redondinho”, afirma Chola.

Vice-prefeito Cal Oliveira (PDT), diretora de Cultura Andrieli Pereira e
prefeito Moacir Alves (MDB), o Chola, celebram o retorno do festival. (Foto: Adilson Cruz/JTR)

Com 36 anos de existência (a primeira edição foi em 1987) e um histórico de 20 edições, voltar a promover o festival é um desejo latente da população pedro-osoriense. “Tínhamos muita vontade de reeditar o festival, mas não havia recursos. Em 2020 chegamos a contar com uma verba para realizá-lo, que infelizmente perdemos em função da pandemia”, lamenta o chefe do Executivo municipal. Segundo ele, o Terra e Cor é o principal evento de Pedro Osório. “Em quase todos os lugares que íamos sempre se falava no Terra e Cor. Seja pela hospitalidade e pela excelência artística, todos os artistas famosos do Nativismo já pisaram aqui no festival”, orgulha-se, citando nomes como César Passarinho, José Cláudio Machado, Rui Biriva, Jairo Lambari, João de Almeida Neto, Cristiano Quevedo, Joca Martins, Fabiano Bachieri, Jari Terres e Luiz Marenco.

Ajuda fundamental
Aliás, sem Marenco, que por duas vezes em edições realizadas nos anos 1990 venceu o Terra e Cor na categoria Melhor Intérprete, dificilmente o Terra e Cor voltaria a ser realizado este ano.

O cantor nativista e deputado estadual pelo PDT contribuiu, via emenda impositiva, com R$ 100 mil para a retomada do evento. “[Ele] foi fundamental para a retomada”, resume o prefeito, que aguarda o artista e parlamentar para a noite de abertura do festival. “Além de um intérprete com história no Terra e Cor, de ordem profissional e até pessoal, é muito requisitado no município também como deputado, nos ajuda muito, será um prazer tê-lo de volta.”

Participação intensa
A gauchada não se mixou quando foram abertas as inscrições para o Festival, em outubro. Segundo a diretora de Cultura de Pedro Osório, Andrieli Pereira, mais de 800 composições foram encaminhadas à comissão julgadora composta por Jairo Lambari, Frutuoso Araújo e João Carlos Batista de Deus. “Veio inscrição de Florianópolis, Lages (SC), Brasília e até duas de La Plata (Argentina)”, informa ela. Das 16 classificadas, três, atendendo regulamento, são de autores de Pedro Osório.

Premiação
O festival vai oferecer alimentação para os músicos credenciados, além de ajuda de custo para músicos e jurados no valor de R$ 3 mil cada. Além da emenda impositiva de Luiz Marenco, a prefeitura desembolsa R$ 60 mil também para estrutura de som, luz e outras despesas, como premiação, que vai oferecer R$ 4 mil, além de troféu, para o 1º colocado, R$ 3 mil para o 2º e R$ 2 mil para o 3º.

“São investimentos necessários, cultura é importante para a qualidade de vida de todas as pessoas, queremos que o Terra e Cor retome a grandeza de um festival que já foi considerado o terceiro maior do estado, responsável por lançar muitos nomes na cena da música gaúcha”, justifica Chola.

O festival será transmitido pela página da prefeitura de Pedro Osório no Facebook (https://www.facebook.com/prefeiturapedroosorio). A comissão organizadora é composta por José Fernando Parada, Carlos Alberto Ferreira, Iram Lima, Cátia Gonçalves, Edson Novo, Pedro Tavares, Ricardo Alves, Junior Ebersol e Marcio Fiori. A relação completa das músicas selecionadas pode ser conferida no site www.jornaltradicao.com.br.

Primeiro de uma série
O Terra e Cor é o primeiro evento de uma série em Pedro Osório cujo calendário adentra o verão e se estende até fevereiro. Já na véspera da abertura do festival a cidade será iluminada pelas as luzes de Natal. Após o Terra e Cor, a prefeitura realiza festa de natal coletiva. Na sequência tem réveillon no camping, principal espaço de veraneio no município, carnaval e a tradicional Festa da Melancia, que em 2024 chega a sua 21ª edição.

Memória Terra e Cor da Canção Nativa
Com o objetivo de resgatar informações, fotos e vídeos das edições anteriores, está sendo realizado o Memória Terra e Cor da Canção Nativa. Para essa tarefa, a ajuda de todos é bem-vinda. Qualquer material relativo às outras edições podem ser enviados pelo WhatsApp (53) 98119-9099 (Iram Lima).

Programação 21º Terra e Cor

Sexta-feira (1º/12)
20h – Abertura dos portões
21h – Apresentação da invernada minimirim e invernada veterana do CTG Fogo de Chão
21h30 – Show de abertura com João Chagas Leite
22h45 – Apresentação das músicas
1h – Show de encerramento com Sandro Coelho

Sábado (2/12)
20h – Abertura dos portões
20h30 – Apresentação da invernada pré-mirim e invernada veterana do CTG Fogo de Chão
21h – Show de abertura com Leandro Bitencourt e Banda
21h30 – Show com Jairo Lambari
22h45 – Apresentação das músicas
0h30 – Show com Ricardo Bherga
1h30 – Divulgação dos vencedores e entrega de prêmios
2h – Show de encerramento com André Teixeira

Músicas selecionadas

No tec tec das tesouras (Rancheira)
Letra e melodia: Rui Carlos Ávila (Pelotas)
Intérpretes: Rui Carlos Ávila e Leandro Ávila
Gaita: Joaquim Velho
Violão: Carlos Muller
Baixo: Higor Estremera
Pandeiro: Ricardo Oliveira

Num silêncio de invernada (Chamarrita)
Letra: Fernando Soares; melodia: Juliano Moreno (Santana do Livramento)
Intérpretes: Juliano Moreno e Adriano Posai

Violões: Matheus Alves e Arthur Almeida
Contrabaixo: Érlon Péricles
Acordeão: Paulinho Goulart
Percussão: Leonardo Borges

Caraguatá (Milonga)
Letra: Otávio Lisboa; melodia: Ricardo Rosa (Pelotas e Piratini)
Intérprete: Roberto Borges
Acordeão: Aluísio Rockembach
Guitarron: Cristian Camargo
Violão: Luciano Fagundes
Baixo: Negrinho Martins
Sax: Daniel Zanotelli

O menino da praça (Canção)
Letra: Alex Della Méa; melodia: João Bosco Ayala Rodriguez (Cruz Alta e Guaíba)
Intérprete: Robledo Martins}
Piano: Diogo Barcelos
Baixo: Rodrigo Maia
Flauta: Gil Soares

Num fundo de campo (Chamarrita)
Letra: Didi Teixeira e Rafael Ferreira; melodia: Matheus Neves da Fontoura (Lavras do Sul, Vacaria e Porto Alegre)
Intérprete: Pirisca Grecco
Acordeão: Paulinho Goulart
Violão: Matheus Alves e Erlon Péricles
Baixolão: Guilherme Castilhos

Pra quem vem fazer morada (Canção)
Letra: Paulo Ricardo Costa; melodia: Boca Ferrera (Santa Maria e Alegrete)
Intérprete: Boca Ferrera
Gaita: Guilherme Goulart
Bateria: Marcelinho Freitas
Teclado: Diogo Barcelos
Guitarra semi-acústica: Marcos Klein
Contrabaixo: Luciano Rodrigues

O truco da solidão (Milonga)
Letra e melodia: Érlon Péricles (Porto Alegre)
Intérprete: Pirisca Grecco
Violões: Juliano Moreno, Guilherme Castilhos e Érlon Péricles
Baixo: Matheus Alves
Teclado: Paulinho Goulart

O do retrato
Letra e melodia: Sidney Bretanha (Arroio Grande)
Intérprete: Rui Carlos Ávila
Violão solo: Higor Estremera
Violão base: Sidney Bretanha
Violino: Tiago Ribas
Baixo: Fabrício Moura

Leguero (Chacarera)

Letra: Gujo Teixeira; melodia: Joaquim Velho e Kauanny Klein (Lavras do Sul e São Leopoldo)
Intérprete: Kauanny Klein
Gaita cromática e vocal: Joaquim Velho
Violões e vocais: Carlos Muller e Éverson Maré
Baixo: Marcos Klein
Bombo leguero: Marcelinho Freitas

Amanuseada (Milonga)
Letra: Henrique Lourenço Campelo; melodia: Rui Carlos Ávila (Pedro Osório e Pelotas)
Intérprete: Leandro Ávila
Gaita: Alisson Veiga
Violão base: Rui Carlos Ávila
Violão solo: Junior Pereira
Baixo: Higor Estremera

Senhora Noite (Zamba)
Letra: Juliano Zavaskik; melodia: Fernando Saalfeld e Maikell Paiva (Butiá, São Lourenço do Sul e Igrejinha)

Músicos: não informados

Cecília (Milonga canção)

Letra: Maicon Paiva e Karoline Bertoletti; melodia: Maicon Paiva (Pedro Osório e Cerrito)
Intérprete: Maicon Paiva
Violão: Alexander Ferreira
Guitarron: Gabriel Freitas
Viola clássica: Eliane Brum
Baixo: Luciano Fagundes
Gaita botoneira: Ricardo Comasseto

Pra quem vem fazer morada (Canção)

Letra: Paulo Ricardo Costa; melodia: Boca Ferrera (Santa Maria e Alegrete)
Intérprete: Boca Ferrera
Gaita: Guilherme Goulart
Bateria: Marcelinho Freitas
Teclado: Diogo Barcelos
Guitarra semi-acústica: Marcos Klein
Contrabaixo: Luciano Rodrigues

Canha com mel (Milonga)
Letra: Otávio Lisboa e Felipe Corso; melodia: Jari Terres (Pelotas)
Intérprete: Jari Terres
Violão: Éverson Maré e Luciano Fagundes
Baixo: Negrinho Martins
Cordeona: Ricardo Comasseto

Sangue de lua (Milonga)
Letra: Bianca Bergman; melodia: Robledo Martins
Intérprete: Robledo Martins
Violões: João Bosco Ayala Rodriguez e Éverson Maré
Baixo: Rodrigo Maia
Gaita: Joaquim Velho
Violino: Tiago Ribas
Teclados: Diogo Barcelos

Embuçalando (Chamarra)
Letra: Leonardo Borges e Rafael Ferreira; melodia: Marcelinho Nunes (Santana do Livramento e Vacaria)
Intérprete e gaita: Marcelo Ocaña
Violão e voz: Juliano Moreno
Contrabaixo: Marciano Reis Filho
Violão Cezar Fernandes
Pandeiro: Felipe Dias
Percussão: Evandro Ribeiro e Leonardo Borges

Simples é meu rincão (Milonga)
Letra: Felipe Barbosa; melodia: Alex Moreira (Porto Alegre e Pelotas)
Intérprete: Alex Moreira
Violões: Junior Pereira, Richard Pereira e João Pinheiro
Acordeão: Lucas Ferrera
Baixo: Ricardo Silva

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