Em comemoração à epopeia de 27 de Janeiro de 1865, na qual Jaguarão conquistou o título de Cidade Heroica, a administração municipal realizou a inauguração da Esplanada das Bandeiras, simbolizando o marco histórico.
O ponto escolhido foi a orla do Rio Jaguarão, entre as ruas 27 de Janeiro e General Osório. No local, foram implantados 15 mastros com 9 metros de altura, com bandeiras do Brasil, do Uruguai, do Rio Grande do Sul, de Jaguarão e as outras 11 bandeiras antigas do Brasil, desde o seu descobrimento, em 1500.
Elas permanecerão hasteadas, e podem ser vislumbradas de longas distâncias, pois as alturas dos mastros se sobressaem aos prédios do entorno.
A inauguração contou com a participação de autoridades brasileiras, uruguaias e da comunidade em geral. Para dar início a cerimônia, houve a chegada de uma tropa a cavalo, às margens do rio Jaguarão, seguido pelo traslado da Chama da Paz, trazida embarcada do Uruguai e entregue aos tripulantes de um barco da Marinha do Brasil, no limite internacional das águas do rio. Além da inauguração da Esplanada das Bandeiras, o dia também marcou a extinção da Chama Crioula, na sede do CTG Rincão da Fronteira.
Em seu pronunciamento, o prefeito de Jaguarão, Favio Telis (MDB), falou sobre a importância da Esplanada. “Nestes mastros, que terão suas bandeiras tremulando permanentemente, traduzimos o orgulho de nossa terra, de sermos jagurarenses, e da forma como hoje convivemos com nossos irmãos uruguaios”, enfatizou, destacando a importância da parceria com o CTG Rincão da Fronteira, o trabalho de suas Secretarias e a participação dos cavalarianos e comunidade, que ajudam a manter viva e acesa a Chama da Paz.
A ocasião também contou com a Fanfarra do 12º Regimento de Cavalaria Mecanizado (12º RCMec) que além dos hinos oficiais, entoou diversas canções para animar o evento.
A epopeia
Conforme o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), no dia 27 de Janeiro de 1865, 1.5 mil caudilhos blancos invadiram e saquearam a cidade. Embora em número reduzido, as forças jaguarenses, com o auxílio de canhões, resistiram fazendo com que os uruguaios se retirassem.
Com informações da Assessoria de Imprensa




