Empresários de Jaguarão adaptam vendas para a segunda Páscoa durante a pandemia

Marca Bolos da Ju comercializa produtos na Páscoa há cinco anos (Foto: Divulgação)

Pelo segundo ano consecutivo devido à pandemia de coronavírus, o comércio de Jaguarão continua se reinventando para as vendas da Páscoa, data considerada a terceira mais rentável para o setor. Para este ano, os comerciantes apostam nas plataformas online para concretizar as vendas e diminuir o impacto por conta do atual momento.

Segundo a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Jaguarão Maria Emma Lippolis, assim como o ano passado, as redes sociais assumiram o protagonismo. “Os comerciantes estão se adaptando a esse formato de vendas e garantem que as expectativas são ótimas, visto que hoje a internet é considerada a maior ferramenta de vendas. A maioria das empresas está trabalhando ativamente no delivery. A gente percebe que elas estão mostrando muito mais força do que antes (no comércio online), é uma coisa que veio para ficar. Quando tudo voltar ao normal, ainda iremos conviver com essa plataforma de vendas”, disse.

A empresária Juliane Guimarães comercializa produtos na Páscoa há cinco anos. Ela conta que no ano passado, as vendas aconteceram por delivery. “O cliente não podia retirar seu pedido na porta, então nos desdobramos para entregar”, afirmou.

Ainda, ela lembra que, na época, a demanda foi maior do que a capacidade de entrega. “Trabalhamos só com pronta-entrega, não conseguimos pegar nenhum pedido e esse ano também a procura através das redes sociais está sendo muito grande. Como os mercados não estão investindo muito, o produto artesanal está se sobressaindo para a Páscoa, o que para nós é muito bom”, comentou Juliane.

Os produtos da marca “Bolos da Ju” são divulgados na internet, principalmente através do Facebook, onde, segundo a empresária, estão seus principais clientes. “Fazemos vídeos, fotos, mostramos como funciona nossa produção, apresentamos nossos produtos”, explicou.

Do outro lado, a consumidora Márcia Pereira disse que as redes sociais facilitaram os compradores. “No início da pandemia, houve um momento em que eu ainda ia nas lojas físicas. Porém, pelo agravamento da situação e também pela comodidade, comecei a intensificar a busca por produtos pela internet”, relatou a consumidora, que utiliza majoritariamente as redes sociais para conferir os melhores locais de compra.

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