Município de Jaguarão recebe abertura oficial do Festival de Cinema

Evento conta com quatro dias de programação intensa que celebram a arte e cultura da cidade. (Foto: Juliana Lima/JTR)

O Theatro Esperança de Ja­guarão abriu as portas para rece­ber a primeira atividade do Fes­tival de Cinema, organizado pela Sociedade Independente Cultu­ral (SIC). Na tarde de quarta-fei­ra (12), houve a apresentação do “Master Class”, de Beto Rodrigues, produtor, diretor e roteirista bra­sileiro, conhecido por ser o dire­tor-geral da Panda Filmes, produ­tora e distribuidora com sede em Porto Alegre. Rodrigues é mem­bro da Academia Brasileira de Ci­nema e já presidiu a Fundação de Cinema do Rio Grande do Sul (Fundacine).

À noite, ocorreu a abertura oficial com a presença de auto­ridades do município e comuni­dade em geral. Em seguida, foi realizada uma homenagem a Clemente Viscaíno, ícone do ci­nema e teatro brasileiro. Ao fi­nal, foram exibidos os curtas O Jogo, de Alexandre Mattos Mei­reles e Chico Maximila; Janeiro, de Boca Migotto; e Grito, de Luis Alberto Cassol.

Já a quinta-feira (13) contou com rodas de conversas de tó­picos variados, como políticas públicas direcionadas ao cine­ma gaúcho e latino-americano, promovidas pela Associação Pro­fissional de Técnicos Cinemato­gráficos (APTC), pelo Ministério da Cultura, em parceria com a Fundacine e mediada por Pedro Guindani. Além disso, também foi abordado a importância das Film Commission no desenvol­vimento regional do audiovisual, envolvendo as organizações de Pelotas, Missões e Santa Cruz do Sul. Ainda, o diálogo sobre Cul­tura e Formação: descentrali­zando o pensamento e as ima­gens, contou com as presenças de Cíntia Langie (UFPel), Gleise Oliveira (Unipampa) e Raquel Fer­reira (Ofcine).

O final do evento ficou a car­go das mostras regionais com os curtas Posso Contar nos Dedos, de Victória Kaminski; Aconteceu a Luz da Luz, de Crystom Afro­nário; Dois Batuqueiros, de Clau­dinho Pereira e Carlos Caramez; e Mãe, de João Monteiro. Tam­bém houve mostras latino-ame­ricanas com Mira, de Julia Rizzo; Jeguatá-xirê, de Alan Alves Brito, Ana Moura e Marcelo Freire; Ire­al, de Sergio Garcia; Da Aldeia a Universidade, de Leandro Alcân­tara e Túlio de Melo; e Bijubirá, de Eduardo Boccaletti.

O evento, que ocorre até 15 de novembro, é totalmente gra­tuito e foi organizado pela So­ciedade Independente Cultural com financiamento da Lei Paulo Gustavo, por intermédio da Se­cretaria Estadual da Cultura e Mi­nistério da Cultural. O certame também obteve patrocínio da Prefeitura, por meio da Secreta­ria Municipal de Cultura e Turis­mo, e está sendo todo traduzido em libras.