Cerrito: Produção de mel é presença confirmada na Festa do Leite

Maria de Lourdes Vellar, da Vellar Mel de Abelhas, começou na apicultura após realizar um curso no Sindicato Rural de Pedro Osório, há pouco mais de uma década. (Foto: Adilson Cruz/JTR)

Uma das agroindústrias que tem dado o que falar dentro e principalmente fora de Cerrito pela qualidade do mel que produz é presença confirmada na 16ª Festa Municipal do Leite Jersey – sábado (22) e domingo (23), no Passo do Santana, 3º Distrito, junto à comunidade luterana São João. A produtora Maria de Lourdes Vellar, da Vellar Mel de Abelhas, pretende levar 80 quilos da sua produção para disponibilizar aos mais de 15 mil visitantes estimados a comparecer no evento.

Se depender do sucesso dos eventos anteriores de que participou neste ano, ela não tem dúvidas de que volta para casa com a produção comercializada. Ao menos, boa parte dela. Foi assim na Fenadoce e na 96ª Expofeira Pelotas, no início deste mês.

Sobre a primeira não mede palavras: “Foi sensacional”, diz. Também pudera. Na Feira Nacional do Doce a produtora e ex-técnica de enfermagem diz que vendeu 400 quilos de mel no pavilhão da Agricultura Familiar montado nas dependências do Centro de Eventos.

Na Expofeira os números foram mais modestos – 100 quilos. Mas as vendas, igualmente, foram excelentes. “O que levei, vendi – foi uma Expofeira com cara de Expointer, não só em termos de vendas, mas também de público e atrações”, destaca.

História
A Vellar Mel de Abelhas conta com quatro apiários espalhados por diferentes propriedades rurais de Cerrito, cujos proprietários são pagos com parte do mel produzido predominantemente em floradas de eucalipto e mata nativa. Ao todo, a agroindústria administrada por Maria de Lourdes Vellar contabiliza pouco mais de 150 caixas.

A unidade foi plenamente constituída como agroindústria familiar em 2018, pouco mais de uma década depois de estabelecer o primeiro contato com a apicultura, na primeira década do século 21. Ela lembra. Estava em casa, na rua Oscar Bento, em Cerrito, quando ouviu um carro de som anunciando curso sobre técnicas avançadas de apicultura no Sindicato Rural de Pedro Osório.

As vagas, no entanto, já estavam preenchidas quando procurou se inscrever. Graças a uma desistência, garantiu lugar no curso e desde então não parou mais. “Depois fui me qualificando em cursos e seminários, quando procurei o curso era a única da turma que não tinha abelhas”, conta.

Maria de Lourdes está confiante numa boa safra. Para isso, no entanto, torce por calor e tempo firme desde o fim deste mês até meados de dezembro. “Com sol e temperatura de 23 graus em diante [a produção] vai bombar, flor tem – falta o tempo melhorar para liberar o néctar”, afirma.

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