Canguçu: TCU divulga lista de candidatos a vereador com patrimônio superior a R$ 300 mil beneficiados com auxílio emergencial

Na sexta-feira (6), o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou uma lista de candidatos nas eleições municipais que declararam patrimônio igual ou superior a R$ 300 mil e foram contemplados com o auxílio emergencial. Os nomes compõem uma lista nacional com 10.724 beneficiados, onde mais de 700 pessoas são do Rio Grande do Sul, concorrendo a cargos nos Legislativos e Executivos.

De Canguçu, nomes de quatro candidatos à Câmara de Vereadores constavam na lista, o que repercutiu nas redes sociais. Dentre eles, está Arion Luiz Borges Braga (Progressistas), com um patrimônio de R$ 800 mil. Durante uma live na terça-feira (10), declarou: “Me inscrevi num programa do governo federal que dava essas condições, primeiro porque não tenho vínculo empregatício, não tenho cargo político e me quebrou um baita galho”. E completou: “Não tenho impedimento nenhum”. Além disso, enfatizou que o bem declarado nesse valor foi vendido e está nos trâmites de escrituração e, se for necessário, tem como devolver o recurso.

A candidata Liziane Fonseca Fahl (PTB) que aparece com um patrimônio de R$ 443.585,46 afirmou em sua rede social que teve seu trabalho interrompido devido à pandemia da Covid-19, explicou ser autônoma no ramo da beleza e disse que teve suas atividades afetadas. “Solicitei dentro da legalidade, era de meu direito e foi aprovado pelo governo federal. Tive minhas atividades interrompidas”, esclareceu. Ela ainda salientou que ao realizar a solicitação do benefício, não foi questionada sobre seu patrimônio e que o valor declarado provém de uma herança herdada do pai.

Já o terceiro nome da lista, Luiz Backiel Silveira de Ávila (PSB), que possui uma soma de bens de R$ 300 mil e o último canguçuense citado, Mauro Rodrigo Carvalho Kurz (PTB) com patrimônio declarado em R$ 450 mil não se pronunciaram sobre o fato.

O Tribunal entende que somente o Ministério da Cidadania poderá confirmar se o pagamento é indevido e apenas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá responsabilizar possíveis crimes eleitorais.

Enviar comentário

Envie um comentário!
Digite o seu nome