Propriedade será premiada por práticas sustentáveis em Canguçu

Agricultor e sua família cultivam frutas de forma sustentável e mantêm um sistema agroflorestal nos 15 hectares de propriedade. (Foto: Divulgação)

O agricultor Cléu Aquino Ferreira, de Canguçu, está entre os vencedores do Prêmio Folha Verde 2025, promovido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ele foi reconhecido na categoria Propriedade Agropecuária Modelo, voltada a produtores que se destacam pela boa gestão rural e pelo compromisso com práticas sustentáveis. A cerimônia será em 8 de dezembro em Porto Alegre.

O canguçuense conta que o processo de indicação começou a partir de um convite, feito pelo deputado Zé Nunes (PT), para preencher o questionário da Assembleia Legislativa e concorrer ao prêmio.

Conheça a propriedade

Em uma área de 15 hectares, o agricultor e sua família cultivam frutas de forma sustentável e mantêm um sistema agroflorestal que preserva 24 espécies de frutíferas nativas e exóticas, além de árvores de madeira valorizada e ameaçada de extinção.

Denominada Propriedade Vida na Terra, a área premiada fica na localização de Coxilha dos Silveiras, 1º Distrito. O espaço também faz parte do roteiro Olivais da Serra dos Tapes, rota de visitação da região e referência em turismo rural.

Para ele, as práticas adotadas no dia a dia foram essenciais para o reconhecimento. “Acredito que o que mais contribuiu foram as práticas e manejos sustentáveis no campo econômico, social e ambiental, adotados há mais de três décadas para a produção de alimentos nutritivos e limpos para a comunidade em geral, mas prioritariamente para a alimentação escolar”, disse.

A família também mantém uma agroindústria onde a produção é beneficiada. O destaque são os sucos orgânicos, acompanhados de doces e geleias. O local ainda recebe turistas, e, também, escolas e grupos para atividades técnicas e pedagógicas.

Para o agricultor, o prêmio é visto como uma conquista coletiva. “Para nossa família, o prêmio representa um reconhecimento amplo por parte da sociedade gaúcha em relação à importância da agroecologia na agricultura familiar.”

Ele também acredita que a visibilidade pode estimular outros produtores da região. “Creio que é a oportunidade de mostrar que outros modelos de produção e manejos são possíveis e não apenas monocultivos e manejos com agrotóxicos”.