Contando com apoio da Prefeitura de Canguçu, o Studio de Dança Adriane Borba apresentou, nos dias 14 e 16 de dezembro, o espetáculo de ballet Jardim Encantado. As apresentações ocorreram no Cine Teatro e na Praça Central, respectivamente. O espetáculo contou com a participação de 45 bailarinas e um bailarino, distribuídos em apresentações em grupo, duetos, trios e solos. As performances envolveram as categorias Baby I, Baby II, Infantil e Pré-juvenil.
Sob a coordenação da professora de ballet Larissa Weirich, o Studio de Dança completou 14 anos em março deste ano. Com a realização de espetáculos anuais, o espaço atua no desenvolvimento artístico de crianças, desde as categorias iniciais até a juvenil.
A proprietária do Studio, Adriane Borba, relembra que em 2011 surgiu a primeira turma de ballet da instituição. Segundo ela, ao longo dos anos, diferentes modalidades fizeram parte da trajetória do espaço. “Modalidades passaram e deixaram sua marca: ballet, capoeira, dança de salão, dança do ventre, jazz, pilates, yoga… e até a primeira turma de Zumba da cidade de Canguçu, que tive a alegria de iniciar aqui”, acrescentou.
Atualmente, o Studio de Dança tem como foco principal o ballet infantil e o jazz. “Este Studio existe porque alguém acreditou, porque mães confiaram seus maiores tesouros e porque a dança encontrou um novo jeito de continuar educando, encantando e formando histórias”, destaca.
Participação das famílias
A mãe do único bailarino do espetáculo, Letícia Leal, relata a trajetória do filho George Busker, de 8 anos, que cresceu em uma família artística. “Ele sempre gostou muito de se expressar por meio da dança, sempre gostou de todo tipo de dança. Então, aqui em casa, ele sempre teve uma abertura muito grande para isso, para se expressar por meio da dança, enfim, da arte em si”, destaca.
Letícia conta que, quando o filho manifestou o desejo de fazer ballet, a família refletiu sobre possíveis reações externas: “Quando ele falou para a gente que gostaria de fazer ballet, num primeiro momento não vimos problema, porque desde sempre vemos o George como um artista. Mas o nosso medo era fora de casa, de como as pessoas iriam reagir a um menino fazendo ballet, já que existe o estereótipo de que o ballet é algo para meninas. Por isso, demoramos um pouco mais para procurar, mais por esse receio de como as pessoas iriam tratá-lo.”
Ao falar sobre a participação do filho no ballet, Letícia compartilha uma reflexão. “A gente precisa mudar esse pensamento. Não é uma questão de coragem, é mostrar para a sociedade que a arte e a cultura são para todos, independentemente do segmento, seja dança, teatro ou música.”
Ela também destaca a importância da arte na vida das crianças e lembra que o filho é autista, com nível de suporte 1. “A gente gostaria que mais meninos pudessem estar ali, vendo ele se apresentar e dizendo ‘eu queria estar fazendo isso também’, para que exista uma cultura da dança não só para meninas. Por isso, entendemos a importância de o George estar em cima do palco.




