Documentário “A arte de ser mulher” estreia em Canguçu e reúne mais de 200 pessoas no Cine Teatro Municipal

Para viabilizar a atividade, a artista contou com o apoio de patrocinadores locais (Foto: Jaque Böhlke)

A estreia do documentário “A arte de ser mulher” reuniu mais de 200 pessoas na última terça-feira (24), no Cine Teatro Municipal, em Canguçu. A produção destaca que o evento teve caráter cultural e reflexivo, com foco na valorização do trabalho artístico feminino.

Segundo a organizadora Letícia Leal, conhecida artisticamente como Lets Ollem, a proposta do projeto vai além do entretenimento. “Esse trabalho é sobre presença, reconhecimento e escuta. É um convite para o município olhar com mais atenção e mais carinho para o que é feito por mulheres todos os dias”, enfatiza.

A idealizadora também relembra, de forma poética, a origem da iniciativa. “É um projeto que nasceu da vontade de registrar e valorizar histórias reais. Histórias de mulheres que vivem a arte no cotidiano, muitas vezes longe dos holofotes, muitas vezes sem nem perceber que estão fazendo arte, mas cheias de significado”, define.

A organização informa que a realização do evento ocorreu de forma voluntária e que o lançamento não gerou remuneração prevista no projeto. Para viabilizar a atividade, a artista contou com o apoio de patrocinadores locais.

O documentário apresenta entrevistas com as canguçuenses Lídia Dittgen, Sirlei dos Santos, Dhiule Völz, Dilza Rosseli, Larissa Weirich, Rosane Furtado, Betania Gutkenecht, Paula Leal, Lívia Ayres e Scarlett Leal, que relatam suas histórias de vida e experiências ligadas à arte.

Além da exibição, o evento contou com apresentações artísticas no palco, incluindo Mals Arte, Dhiule Völz, Iza Corrêa, Jay Djin, Lets Ollem, Centro de Apoio Renascer, Adriane Borba Studio e o Grupo Cultural Raízes do Afro.

A produção audiovisual foi realizada por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com execução do Governo Federal e do Ministério da Cultura, além do apoio da Prefeitura de Canguçu. O evento também ofereceu recursos de acessibilidade, como audiodescrição e interpretação em Libras.

Durante o planejamento, Ollem ressaltou a importância da iniciativa como instrumento de reflexão social. “A arte é muito ampla e é feita para todo mundo. Existem muitas mulheres que são invisibilizadas em qualquer setor da arte só por serem mulheres. Pesquisei e não existe nenhum projeto assim. Acho que é válido para a sociedade que essas artistas sejam conhecidas e reconhecidas”, afirma.