Alan Otto Redü foi premiado em primeiro lugar com sua poesia “A Vila Maciel – Lua que os Vinhedos Acordam, Homenagem ao Sesquicentenário da Colonização Italiana”, no Concurso Zênia de León, referente a edição 2025. A premiação foi realizada em Pelotas, na quinta-feira (23).
Alusivo ao Dia Internacional do Livro, comemorado em abril, o concurso marcou a abertura oficial do ano literário e também integrou as comemorações pelos 150 anos da Biblioteca Pública Pelotense. Nesta edição, a proposta foi valorizar produções literárias da região e incentivar novos escritores.
O texto premiado é inédito e foi escrito ainda no ano passado. O autor já possui outras premiações literárias, entre elas duas menções honrosas no 3º Concurso Literário Sérgio de Laforet Padilha e o primeiro lugar no 14º Concurso Literário de Contos Alcides Maia, com “Tábua de Velas”, em 2025. Alan também atua como servidor público, como contabilista na Prefeitura Municipal de Canguçu, e possui formação em Ciências Contábeis.
Com o primeiro lugar, o canguçuense recebeu medalha, diploma e três exemplares de obras de autores da Academia Pelotense de Letras. Além disso, seu texto será publicado na revista oficial da instituição.
Texto premiado
A poesia foi inspirada na Vila Maciel, em Pelotas, local que acolheu famílias italianas desde 1881. Além da homenagem à cultura dos descendentes, o autor também destacou características da região.
“A Vila Maciel se destaca por sua exuberante geografia com cachoeiras, cerros e áreas de cultivo de diversos produtos agrícolas, possui vinícolas, museu e sobretudo uma população de um coração especial e trabalhador”, define.
Segundo Alan, a construção do texto partiu da observação do cotidiano. “Inspirado, sobretudo, em quatro famílias que simbolizam toda a região. Construí a poesia baseado nas vivências que tive, observando a rotina e o dia a dia destas famílias, que carregam em si valores como coragem, trabalho, honestidade, perseverança e fé”, relembra.




