
*Com informações da Assessoria de Imprensa
O governo do Estado anunciou o repasse de mais de R$ 1,2 milhão a seis organizações da sociedade civil para a execução de projetos voltados à promoção da saúde e à prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (IST/HIV/Aids). Os termos de colaboração foram formalizados nesta terça-feira (3) pela secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann.
Quatro entidades receberão R$ 180 mil cada: a Associação de Pessoas Vivendo com HIV/Aids; a Somos – Comunicação, Saúde e Sexualidade; a Associação Literária São Boaventura – Casa Fonte Colombo; e o Núcleo de Estudos da Prostituição.
A Fórum ONG Aids RS terá repasse de R$ 389,9 mil para ações de fortalecimento institucional e articulação inter-regional das organizações que atuam no enfrentamento ao HIV/Aids e às ISTs. Um sexto termo deve ser assinado na próxima semana com o Grupo Vale a Vida, também no valor de R$ 180 mil.
Segundo a secretária, o objetivo é reforçar o eixo de participação da sociedade civil no Programa Previne RS. “Faltava fortalecermos o eixo do Previne RS que abrange a participação da sociedade civil. Temos um instrumento público que garante não só a transferência de recursos, mas a execução dos projetos de acordo com a sua finalidade”, afirmou.
Cenário epidemiológico
De acordo com o Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025 do Ministério da Saúde, a mortalidade por Aids no Estado caiu 50% nos últimos dez anos. Apesar da redução, o Rio Grande do Sul registra coeficiente de 6,2 óbitos por 100 mil habitantes, acima da média nacional, de 3,4 por 100 mil.
Diante desse cenário, o Previne RS foi estruturado em quatro eixos: eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis, redução da mortalidade por Aids, prevenção de novas infecções e fortalecimento da sociedade civil.
Em 2025, o Estado recebeu o Selo Prata de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical do HIV, concedido pelo Ministério da Saúde. Para a chefe da Divisão de Doenças de Condições Crônicas Transmissíveis e Não Transmissíveis da Secretaria da Saúde, Raíssa Canto, os avanços ainda são insuficientes. “Estamos avançando, mas os nossos números ainda estão muito aquém do nosso desejo”, disse.
Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, a participação da sociedade civil é considerada estratégica para o desenvolvimento de políticas públicas alinhadas às necessidades das populações mais vulneráveis.
O edital lançado em 2025 previa a destinação de até R$ 1,65 milhão para até oito projetos. Além dos recursos agora formalizados, o Estado investe anualmente R$ 25 milhões na qualificação do atendimento em Centros Regionalizados de Atenção Integral e Prevenção às ISTs (Craip).



