
A grave situação financeira dos hospitais filantrópicos da metade sul do Estado foi o tema central de uma Audiência Pública realizada, na noite de quarta-feira (14), na Câmara de Vereadores de Rio Grande. O encontro, proposto pelos vereadores Felipe Branco (MDB), de Rio Grande; Rafael Amaral (PP), de Pelotas; e Ronaldo Hoesel (PL) de Bagé, reuniu diversas autoridades e representantes do setor de saúde da região para debater a crescente dificuldade em manter os serviços essenciais à população.
Gestores das instituições presentes foram unânimes em apontar a defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) como o principal fator para os déficits operacionais crônicos que ameaçam o funcionamento dos hospitais. O prefeito de Pedro Osório, Ricardo Alves (MDB), que representou a Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), enfatizou a urgência de aportes financeiros dos governos estadual e federal. “Nós precisamos de dinheiro do Estado e da União para custear nossos hospitais, senão o que já está ruim vai ficar muito ruim, e a vida das pessoas não pode esperar mais nenhum segundo”, alertou o prefeito.
O deputado federal Alexandre Lindemayer (PT) manifestou seu compromisso em defender as demandas apresentadas pelas instituições em uma carta aberta. “Em síntese, o tema é complexo, fico aqui com uma manifestação de compromisso de defesa dos termos apresentados na carta, pois me parecem plausíveis e justos, e a expectativa é que essa pauta encontre acolhida tanto no âmbito estadual como no âmbito federal”, declarou o parlamentar.
A carta, divulgada pela Associação dos Hospitais da Metade Sul e pela Frente Parlamentar em Defesa dos Hospitais da Metade Sul, detalha o cenário alarmante enfrentado pelas instituições, incluindo déficits operacionais, endividamento crescente e dificuldades na reposição de profissionais e manutenção de equipamentos.
O documento também apresenta propostas como a revisão emergencial da tabela SUS, aporte emergencial de recursos e a implementação de uma tabela complementar estadual, a exemplo do que já ocorre em São Paulo, além do engajamento dos municípios no custeio da assistência hospitalar.



