Aproveitamento da Cera é tema de Encontro do Grupo de Apicultores de Morro Redondo

O local foi a propriedade da família de Cláudio Signorini, na comunidade São Domingos. (Foto: Divulgação)

Nesta quinta-feira (9), o Grupo de Apicultores de Morro Redondo realizou uma nova reunião. Dessa vez, o local foi a propriedade da família de Cláudio Signorini, na comunidade São Domingos, onde a filha, Chaiane, está começando uma criação de abelhas para produção de mel.

O grupo faz parte da Associação de Desenvolvimento Comunitário dos Produtores Rurais de Morro Redondo (ADCPR-MR). Criado em 2016, é organizado pelo Escritório Municipal da Emater/RS -Ascar e tem apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Turismo (SMDRT) e Embrapa.

Na abertura, a Extensionista Rural da Emater/RS-Ascar de Morro Redondo, Adriane Lobo, agradeceu a acolhida da Família Signorini e falou de sua satisfação em ver o grupo crescendo com a inclusão de novos integrantes.

Ela também reforçou a participação da ADCPR, na presença de seu presidente Eldon Bosenbecker, que também possui caixas de abelha e vai passar a fazer parte do grupo. Em sua manifestação, Bosenbecker também se disse satisfeito em estar no encontro e salientou a importância das abelhas na pequena propriedade, pois “quase todo mundo tem alguma caixa em casa, e é importante saber formas de produzir mais”, disse. O secretário da SMDRT, Antônio Martins, que não pôde estar na reunião, e enviou sua saudação ao grupo.

Cumprindo a agenda estabelecida na primeira reunião do ano, em fevereiro, esse encontro teve como tema o Aproveitamento da Cera e foi conduzido pelo pesquisador Luis Fernando Wolf, da Estação Cascata da Embrapa Clima Temperado. Wolf falou sobre a importância da cera dentro da colmeia e como se dá o processo de produção pelas abelhas. “A cera é o produto mais valoroso produzido pelas abelhas, por isso é bem importante sabermos aproveitá-la para podermos devolvê-la para as abelhas, facilitando seu trabalho e qualificando a produção”, discorreu.

Após algumas explicações sobre como manejar as lâminas no ninho, fazer as trocas de favos e quais as vantagens de cada modelo de caixa, foi desenvolvida uma parte prática, na qual houve o derretimento da cera para a formação do “queijo de cera”. Esse “queijo” pode ser trocado em lojas de apicultura pela cera laminada, baixando o custo de produção para o apicultor e melhorando sua qualidade.

O grupo está se organizando para poder utilizar equipamentos de forma coletiva e melhorar a qualidade do produto, como uma centrifuga para extração do mel e laminação da cera.

O apicultor Manassés Müller colocou seu equipamento de laminação e alveolamento da cera à disposição do grupo, já que são etapas importantes do processo de produção e que podem ser barateadas através do trabalho coletivo obtendo-se, dessa forma, a garantia da qualidade da cera, pois muitos apicultores se queixam da qualidade das lâminas de cera compradas, que em alguns casos chegam a ser rejeitadas pelas abelhas devido à grande mistura com outros ingredientes que apresentam. “Eu estou muito feliz com a produção de mel que tenho obtido, tenho um mercado garantido em Rio Grande e foi através da participação no grupo que fui melhorando minha criação e aumentando a produção, conseguindo gerar mais renda” disse Manassés.

Para Adriane, a melhor colheita do trabalho é “quando vemos que os participantes melhoram sua produção através das trocas de conhecimentos que o grupo proporciona. Com esses planos para qualificar o trabalho, temos certeza que o grupo irá muito longe”, pondera.

A agenda do grupo segue até o final do ano, sendo que a próxima etapa será a organização do IV Concurso Municipal de Qualidade do Mel, em abril, e a participação no IV Encontro Regional de Qualidade de Mel, que esse ano ocorrerá em Capão do Leão, no início de maio.

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