Prefeito de Piratini define onde vai aplicar recurso proveniente do leilão do pré-sal

Prefeito elegeu infraestrutura como prioridade para a aplicação dos recursos (Foto: Nael Rosa/JTR)

O prefeito Vitor Ivan Gonçalves Rodrigues (Vitão), do PDT, revelou como irá aplicar os mais de R$ 1,7 milhões que cabem a Piratini do rateio entre os municípios do leilão de petróleo do pré-sal marcado para 6 de novembro deste ano e que devem entrar nos cofres do município a partir de dezembro.

Com a frota sucateada, o que segundo o prefeito tem prejudicado de forma significativa a prestação de serviços à comunidade, ele anunciou que uma das providências que tomará com a chegada dessa verba extra será a compra de uma motoniveladora, também chamada de patrola, veículo usado para dar manutenção em ruas e também em estradas rurais.

“Há um déficit muito grande neste sentido que é um dos grandes problemas do município, pois temos apenas três patrolas trabalhando, o que não nos permite prestar um bom trabalho nessa área. Para se ter uma ideia do quanto é difícil, o município de Canguçu tem vinte veículos desse tipo e não dá conta da demanda existente, então imagina Piratini”, falou.

Com o transporte escolar em crise, tendo que terceirizar quase que a totalidade das linhas para o vai e vem de alunos residentes na zona rural e dívidas com os prestadores dese tipo de serviço, Rodrigues assegurou para este fim parte dos recursos oriundos do leilão.

“Estamos pagando uma dívida herdada do governo passado e isso é um fator complicador e também responsável pela atual situação. O que entra nos cofres da Prefeitura para este fim é insuficiente para manter um bom serviço, pois o que recebemos é inferior ao que temos mansamente para pagar. Para reverter essa situação precisamos substituir algumas linhas atualmente locadas por veículos que pertençam ao município, assim a intenção é também comprarmos vans e ônibus com parte desse montante”, disse o prefeito.

Por fim, o gestor disse que uma fatia do valor a ser recebido será destinado ao Fundo Municipal de Previdência, o qual o município tem uma dívida que já ultrapassou os R$ 10 milhões.