Central Estadual de Transplantes promove capacitação na região

Capacitação ocorreu na quinta-feira (27). (Foto: Maicon Almada)

Profissionais de saúde da região receberam uma capacitação sobre a abordagem efetuada com os familiares de potenciais doadores. A ação foi feita pela Central Estadual de Transplantes com membros de equipes de captação de hospitais da região pertencentes à Organização de Procura de Órgãos 5 (OPO 5), sediada na Santa Casa do Rio Grande, que abrange municípios da região Sul do estado.

O objetivo é capacitar e treinar as equipes, que estão sendo reorganizadas após o período de pandemia, conforme o coordenador da Central, Rafael da Rosa. O treinamento abrangeu a comunicação e entrevista familiar, na forma de acolhimento e humanização do atendimento hospitalar. “E com isso, consequentemente, a gente conseguir aumentar as doações de órgãos no estado, que ficaram muito comprometidas no período da pandemia”, disse.

Coordenador da Central Estadual de Transplantes, Rafael da Rosa conversou com os membros das equipes. (Foto: Maicon Almada)

No estado, mais de 2,5 mil pessoas estão a espera de um órgão. “Na córnea, por exemplo, a gente tinha 30 dias de espera, pré-pandemia e hoje a gente está com mais de um ano”, cita Rosa.

Neste sentido, a capacitação das equipes pode contribuir em um momento delicado entre os familiares. “Foi com essas capacitações e treinamento profissional das equipes dentro dos hospitais que  Santa Catarina e Paraná, assim como a Espanha, que é referência mundial, conseguiram melhorar os números de doações e aumentaram os transplantes”, afirmou. A programação ainda teve um curso de coordenador intra-hospitalar de doação de órgãos e transplantes.

O coordenador também destaca a importância de conversar com amigos e familiares sobre a intenção em se tornar um doador, pois serão eles os responsáveis pela autorização. O gesto pode contribuir com a melhora nas condições de vida ou mesmo na sobrevivência de até oito pessoas.

Entre os incentivadores da doação está James Cassiano, que recebeu um transplante cardíaco há dois anos e nove meses. Servidor da Secretaria Estadual de Saúde, ele hoje atua no Núcleo de Ensino e Sensibilização da Doação de Órgãos. Ele destaca que os trabalhos das equipes é essencial para contribuir por quem, hoje, espera na fila. “Eu sou prova real deste grande trabalho que eles fazem”, relata. Ele ainda deixa uma mensagem. “Doe órgãos, doe vida, doe amor e esperança”.