
Os partidos de oposição: PDT, Progressistas e PT, foram autores de um requerimento na sessão ordinária de quinta-feira (22), que convocou a secretária de Cultura e Turismo, Caroline Caetano, para comparecer à Casa e, com isso, esclarecer os motivos que levaram à demissão de uma assessora da pasta no dia 17 de setembro.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem do Jornal Tradição Regional, a assessora estaria envolvida em atos que estão em desacordo com a organização do evento no tocante à contratação de parte das atrações que estiveram no Palco do Rio Grande durante a Semana Farroupilha de Piratini. A suspeita é que ela tenha cobrado 20% de comissão sobre os valores pagos aos músicos contratados.
Em contato com a reportagem, o prefeito Márcio Porto (MDB) fez questão de deixar claro que o afastamento da servidora não significa imediatamente que ela tem culpa, mas que isso foi preciso para garantir a ela a ampla defesa.
“A afastamos porque houve uma denúncia que chegou até nós pelo aplicativo WhatsApp, mas não vou dar maiores detalhes agora sobre isso. É preciso deixar muito claro que não quer dizer que ela tenha feito algo errado, mas é preciso dar à servidora a oportunidade de se defender enquanto denunciada. Se ao final da sindicância que já abrimos ficar comprovado que ela não tem culpa, se for da vontade dela, será reintegrada ao quadro de funcionários da Prefeitura”, esclareceu o prefeito, que acrescentou: “Não posso falar das pessoas e não a acusamos ou julgamos, pois isso cabe à Justiça e ao Ministério Público, caso fique comprovado alguma irregularidade. Reitero: não a estamos acusando de nada, e temos que dar condições de ampla defesa. Eu, enquanto prefeito, fui obrigado a tomar essa providência, pois recebemos uma denúncia”, afirmou Porto.



