Último dia do FIFAP reúne apresentações de bailarinos internacionais no Largo do Mercado Central

Evento teve a participação de bailarinos de 13 países distintos. (Foto: Luana Martini/JTR)

Aconteceu, na terça-feira (13), no Largo do Mercado Central de Pelotas, o segundo e último dia de apresentações que integraram a 5ª edição do Festival Internacional de Folclore e Artes Populares de Pelotas (FIFAP), com participação de bailarinos de 13 países distintos. O momento foi prestigiado pela população, instituições e companhias envolvidas na organização do evento e autoridades.

Além disso, o festival ainda apresentou o “Danzpare Brasil” – como parte do Festival Internacional de Dança Patrimonial em Pares, com sede na Costa Rica, cuja produção no Brasil está a cargo da Baillar Centro de Danças, que já está em sua 4ª edição.

A ocasião iniciou com uma apresentação da Abambaé Companhia de Danças Brasileiras e, em seguida, com o restante das performances de participantes do México, Guatemala, Honduras, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Colômbia, Equador, Bolívia, Peru, Argentina, Paraguai e do Brasil.

Raquel Pereira, produtora cultural do Danzpare Brasil, salienta que ela, juntamente com o marido, Mário Pereira, nesta quarta edição do evento, optaram por escolher cidades específicas para serem integradas a programação do evento.

“Nós começamos no dia 7, numa programação em Passo Fundo; dia 8, viajamos para Fortaleza dos Valos; 9 e 10, estivemos em Cruz Alta; 11, voltamos a Passo Fundo, integrados nas festividades do Rodei do Planalto, que é um rodeio artístico que reuniu mais de 40 cidades do Estado […] e, à meia noite, viajamos para Pelotas”, detalhou a produtora, salientando o cronograma do evento, que passou por Pelotas esta semana. Ela ainda afirmou que todos se sentiram bem recebidos pelas instituições envolvidas no Festival – Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), Abambaé Companhia de Danças Brasileiras e poder público.

As apresentações e oficinas, segundo Raquel, foram disponibilizadas a alunos da rede municipal, estadual e particular de 132 escolas, somando as do Município de Pelotas, gratuitamente. “O maior objetivo nosso é atingir mais de 60 mil pessoas de forma gratuita.

ós estamos levando cultura internacional gratuita a pessoas de todas as idades, de todas as classes sociais e em diversos formatos, porque é em teatro, em praça pública, em oficinas, desfiles na rua. Então é mais fácil de agregar pessoas não sendo num só lugar”, disse.

Kelvin Oliveira, estudante do curso de Dança da UFPel e integrante da Companhia Abambaé, disse que o evento possibilitou uma troca de experiências significativas. “Foi muito bom conhecer a diferença [entre as culturas], as dificuldades – ser artista no Brasil é um pouco complicado e, lá, nos outros países, também. A gente trocou isso. E ver que a gente persiste e tenta lutar com todas as forças que a gente tem para conseguir [fazer] a arte resistir e fazer com que a gente consiga acessar mais pessoas e trazer arte para pessoas que não tem contato com ela”, declarou o estudante, destacando o papel fundamental das apresentações e oficinas no processo de interação dos indivíduos com a arte, visto que, na grande maioria das vezes, os mesmos não conseguem acessá-la.

Oliveira ainda exemplificou a questão utilizando sua própria experiência, contando que, embora tenha começado a dançar com dois anos, só teve acesso ao teatro aos 14 e que subiu em um palco, pela primeira vez, aos 18.

Sobre o evento
O FIFAP é um encontro cultural não competitivo, em que companhias de danças folclóricas de diferentes países são convidadas. O evento promove uma ação de impacto cultural, social, turístico e educativo extremamente relevante, pois atinge um número significativo de pessoas de forma direta, por meio de espetáculos, desfile de rua, oficinas, entre outras ações. Além disso, procura atingir a população de forma indireta por intermédio das diferentes estratégias de promoção e difusão, num complexo de atividades totalmente gratuitas.

O Festival também se configura como um projeto de atividade extensionista, promovido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul) – Campus Pelotas, em parceria com diversos segmentos da cidade de Pelotas. Localmente, conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Pelotas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação. Em âmbito internacional, conta com o apoio do Festival Internacional de Dança Patrimonial em Pares (Costa Rica).

Além disso, segundo a organização do evento, a realização do mesmo não se limita ao evento bianual de alguns dias, configurando-se em uma iniciativa abrangente e complexa que vem crescendo e se consolidando a cada edição, visto que as escolas contempladas por atividades durante o evento continuam recebendo apoio e atividades no decorrer de todo ano, como oficinas de dança, música, etc., ministradas e coordenadas tanto pelo NUFOLK (Núcleo de Folclore da UFPel) – culminando na realização anual da Semana do Folclore – e pelo Projeto Oficinas de Danças Folclóricas para a Comunidade, quanto pela Abambaé Companhia de Danças Brasileiras.

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