
A Feira Nacional do Doce (Fenadoce) se caracteriza, principalmente, pela divulgação da cultura e história de Pelotas. Mas não é só isso. Além de enfatizar a importância desses aspectos, a feira proporciona um ambiente de desenvolvimento comercial.
Nessa edição, 373 espaços foram disponibilizados aos comerciantes, que totalizam 245. No que refere à organização do espaço, a Fenadoce está dividida em: Cidade do Doce, 42 estandes; Feira da Agricultura Familiar, Praça de Alimentação, 22 espaços e dois restaurantes.
A expectativa em relação à comercialização de produtos em meio a Fenadoce é grande. Comerciantes da cidade, bem como de diferentes lugares do estado esperam por bons resultados durante os próximos dias de programação.
Para muitos dos empresários, o evento é uma oportunidade de permanecer trabalhando. De acordo com Jésssica Bilhalva, que atua no parque de diversões, a Fenadoce foi o meio de trabalho mais oportuno depois de dez meses desempregada.
“Emprego em Pelotas está muito difícil. Eu estou há dez meses desempregada. Então, por isso que eu estou aqui trabalhando, estou bem feliz com isso”, afirma Jéssica, que vincula o retorno financeiro à necessidade das pessoas de saírem de casa depois da atípica época de pandemia.
Além disso, o evento caracteriza-se por sua visibilidade não só aos municípios vizinhos, mas também para toda a região Sul. Por esse motivo, muitos lojistas, provenientes de diversas cidades do estado, optam por expor seus produtos durante a feira. Esse é o caso de Raphaela Bittencourt, de Sapucaia do Sul, que trabalha com compra de cabelos. De acordo com a funcionária, a pandemia prejudicou todo o comércio.
“Agora, a expectativa é grande para, com a divulgação aqui, a loja ‘bombar’ mais. Não só a loja de Pelotas, como vem pessoas de fora também, de outras regiões, ‘bombar’ as lojas de outras regiões também”, diz Raphaela, que espera grande retorno financeiro durante a feira e depois dela.
Outro aspecto significativo em relação à Fenadoce, que muito colabora para o processo comercial, é a frequência com que ela acontece. Para Tainá Vargas, de Porto Alegre, que opera uma das bancas do Park Tupã, o respaldo financeiro que a feira proporciona torna-se superior devido à sua ocorrência anual. “Porque algumas feiras que a gente faz são de dois em dois anos, e a Fenadoce é todo ano. Então pra nós é bem importante”, afirma. Ela ainda caracteriza o evento como familiar e aponta que, por isso, harmoniza com o estilo do parque.
Comparecendo pela 14ª vez à Fenadoce, o responsável por uma das bancas de calçados no local, Sidnei Gandolf conta que para sua equipe, o objetivo é lucrar no período de realização de eventos e que a feira contribui nesse sentido. “A gente vem pra cá para trabalhar, para ter um retorno. A gente tem um investimento e vem para vender”, declara.



