Secretaria Estadual de Saúde emite alerta epidemiológico para situação crítica de dengue

Agentes visitam as residência a procura de focos do mosquito. (Foto: Janine Tomberg)

A Secretaria Estadual de Saúde emitiu no dia 25 de março um alerta sobre a dengue no estado. A doença é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também transmite zika e chikungunya.

Na quarta-feira (30), o Painel de Monitoramento de Arboviroses, desenvolvido pelo governo do Estado, atualizou para 3.799 os casos confirmados e o registro de um óbito em razão da doença, em Chapada, noroeste do Rio Grande do Sul. Conforme o biólogo do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Jáder Cardoso, os dados apontam que os casos de dengue em 2022 aumentaram em relação ao ano anterior. O painel indica que a região da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (3ª CRS) registrou oito casos até quinta-feira (30). Os municípios de residência são: Pelotas, Rio Grande, Jaguarão e Piratini.

A delegada da 3ª CRS, Cintia Daniela, aponta que quatro desses casos foram importados, o que significa que os pacientes contraíram o vírus fora do estado. “Sugiro que as pessoas sejam cuidadosas e, se tiverem qualquer suspeita, que procurem a vigilância epidemiológica do seu município”, disse.

Em Pelotas, ações contra o aedes são realizadas de maneira contínua desde 2013, quando o município foi considerado uma região infestada pelo vírus. A chefe da Vigilância Ambiental, Isabel Madrid, explica que por causa dessas ações o município costuma viver uma situação controlada, mas que os números de focos registrados em 2022 superam os anos anteriores, com 135 focos. “O ano que a gente identificou mais focos foram 133. Então a gente já superou esse número somente em três meses”, explica Isabel.

Segundo ela, os principais pontos são encontrados na área externa de residências, em recipientes propícios a acumular água da chuva. A principal recomendação é evitar a água parada, para impedir que a larva se desenvolva, e que a população receba a visita dos agentes. “Eles estão identificados com crachá da Secretaria de Saúde e, nesse momento, da vistoria eles passam toda a orientação para prevenir o adoecimento”, completa. No sábado (2), o Município realizará mutirão de prevenção e orientação no bairro Simões Lopes, uma das regiões com mais focos na cidade.

Em Rio Grande, as ações de vigilância realizadas pelos agentes de saúde também foram intensificadas a partir do início de março, quando foram encontrados os primeiros focos. Distrito Industrial, Vila Maria, São Miguel, Centro e Profilurb são os bairros com maior incidência. Segundo a gerente ambiental do município, Márcia Pons, entre os dias 4 e 29 de março, 22 focos foram identificados.

“Continuamos com as nossas ações trabalhando para detectar os focos o mais breve possível e dessa forma a gente manter esse percentual de infestação baixo”. Márcia explica que além de manter as caixas d’águas bem fechadas e evitar recipientes com água parada é importante acondicionar o lixo de forma correta.

“Isso vai nos ajudar bastante, a questão do descarte dos pneus também, colocar em locais que sejam apropriados, como os ecopontos, para que a gente consiga manter sob controle essa situação, já que a gente vê o crescimento muito grande em todas as as regiões do estado”, pontua.