Estiagem castiga famílias e Prefeitura se desdobra para levar água à zona rural de Piratini

Mais de 100 famílias da zona rural recebem água potável. (Foto: Divulgação)

Com decreto de situação de emergência já homologado pelo governo do Estado em virtude da estiagem, que já causou mais de R$ 90 milhões em perdas nas diversas culturas do município, a Prefeitura de Piratini se desdobra para amenizar outro efeito causado pela falta de chuvas: a ausência de água para consumo humano na zona rural.

Hoje a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural faz um esforço para conseguir distribuir o líquido para mais de 100 famílias atingidas pela seca e que residem no interior, tarefa complexa devido à pouca estrutura disponível.

“Temos um caminhão que, por ser muito antigo, apresenta problemas frequentes de mecânica. Isso nos levou a alugar um segundo veículo para este fim, mas mesmo assim não está sendo fácil devido a extensão do interior de Piratini, pois os extremos são muito distantes, o que nos faz ter uma rotina cansativa e desgastante”, detalha Leonardo Polina, titular da pasta.

Ele acrescenta que estes problemas fazem com que, muitas vezes, a frequência de abastecimento de reservatórios demore um pouco mais do que gostaria, mas que a água acaba chegando e que há sim um padrão de periodicidade de entrega.

“As chuvas vêm em pouca quantidade, o que não nos ajuda. Ultimamente as precipitações não ultrapassam 30 milímetros, o que serve para beneficiar lavouras e beneficia algumas aguadas, dando uma sobrevida para os animais, mas não renova os reservatórios para consumo humano e isso aumenta os pedidos por água”, explica.

Quanto à abertura e limpeza de bebedouros, Polina diz que o município mantém um programa bastante extenso nesse sentido, o que proporciona inclusive a irrigação de pequenas plantações.

“Já alcançamos 500 serviços desta natureza, mas ainda não foi o suficiente. Hoje estamos concluindo obras nesse sentido no 5º Distrito e em uma parte do 2º Distrito, mas nos faltam retroescavadeiras para esta finalidade, já que usamos as mesmas máquinas destinadas à manutenção das estradas, portanto não conseguimos trabalhar com força total em tempo integral”, arremata o secretário.