
O município de São Lourenço do Sul foi contemplado pelo projeto da lei Aldir Blanc, “Caminhos da História”, o qual envolve artes integradas, como a música, a dança, a gastronomia, as artes plásticas e busca fazer um resgate histórico de oito municípios da Costa Doce do estado do Rio Grande do Sul que vivenciaram fatos marcantes da Revolução Farroupilha.
No penúltimo domingo de maio (23), a Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio (SMTIC) de São Lourenço do Sul, esteve presente no Restaurante Sabores do Sítio, localizado no Boqueirão, interior do município, e na Fazenda do Sobrado, situada na área urbana, para acompanhar as gravações do projeto, juntamente com a Prefeitura Municipal, com a curadora do projeto e coordenadora da Região Costa Doce Gaúcha, Claudia Mara Borges, com o produtor, Fernando Augusto Espindola, com a equipe técnica, AG Entretenimento, e com os demais artistas que fizeram parte da programação, como o artista plástico, Mauro Vila Real, as bandas nativistas, Os Fagundes, Gurias Gaúchas e a cantora, Grazielle Souza.

Em entrevista à Secretaria, o apresentador do projeto, roteirista e diretor de espetáculos teatrais, Ricardo Souto Oliveira, falou sobre as belezas naturais da Costa Doce Gaúcha e disse acreditar que as pessoas queiram conhecer os aspectos históricos que compõem a identidade do povo gaúcho.
“Eles (aspectos históricos) fazem parte do que há de mais rico na nossa personalidade, que é a nossa identidade. Creio que falar e mostrar todos esses aspectos reunidos, seja algo bastante atraente”, disse.
As gravações foram iniciadas no período da manhã e se estenderam até o final de domingo, com todos os protocolos de prevenção contra a pandemia de Covid-19 sendo seguidos.
O artista plástico, Mauro Vila Real, conhecido nacionalmente e internacionalmente pelas suas artes, contou que possui exposições em diversos lugares do mundo, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Portugal e Paris.
“Quem trabalha com arte tem um déficit na hora de se comunicar com o mundo, então seja como compositor, pintor ou escultor, a gente usa essa nossa pré-disposição para executar esse tipo de trabalho como também uma forma de complementar a nossa expressão e a nossa comunicação com as pessoas”, destacou.
Ao falar sobre o convite que recebeu da equipe do projeto para se apresentar com os seus irmãos, Ernesto Fagundes e Paulinho Fagundes, o cantor tradicionalista, Neto Fagundes, disse estar muito feliz e salientou que os lugares que foram escolhidos para fazerem parte das gravações “mexem com a história do Rio Grande do Sul e com a nossa própria história”.
“Essa história que a gente está fazendo aqui é muito importante. São Lourenço é uma terra que tem cultura, que gosta do carnaval, do regionalismo, da festa, da pesca, do passeio, ou seja, é uma comunidade que é fundamental para o Rio Grande do Sul. O que eu quero mesmo é que ela continue sendo cada vez mais valorosa, que ela consiga continuar fortalecendo as pessoas e os locais para que também o Rio Grande do Sul e o Brasil continuem prestigiando São Lourenço”, evidenciou Neto.
Dentre as diversas vozes presentes, estava a da cantora Grazielle Souza, que falou sobre a importância do projeto e disse que a sua voz representa todas as mulheres gaúchas. “A gente estudou nos livros, na escola e hoje revivendo esse momento aqui é muito gratificante para nós gaúchos. Eu vejo hoje esse projeto como uma clareza, como a cultura da escrita dos livros para a cultura arte musical, é uma união muito importante Foi o casamento perfeito para que todos possam mostrar o seu trabalho juntando com a história do Rio Grande do Sul”, afirmou.
Para a curadora, Claudia Mara Borges, o potencial histórico e paisagístico da Costa Doce Gaúcha é o “principal vetor do desenvolvimento econômico da região” e disse estar honrada por fazer parte da construção do projeto, pois acredita que esse trabalho é um “propósito de vida”.
“São Lourenço reúne a Lagoa, a praia, a história, a serra e a gastronomia. São Lourenço é um retrato do nosso Estado, ela pode ser visitada nas quatro estações do ano. Então é um prazer participar desse projeto e eu tenho certeza que o legado dele pra região e para o Estado será muito grande”, pontuou.

Por fim, o produtor e proponente do “Caminhos da História”, Fernando Augusto Espindola, falou que após identificar as belezas e as histórias incluídas nas oito cidades, viu que um bom projeto poderia ser criado e, além disso, afirmou que a obra é responsável por estimular o turismo no Rio Grande do Sul.
“O projeto mostra todas as belezas da Costa Doce, é uma região lindíssima e eu acho que o Rio Grande do Sul tem que conhecer melhor o próprio Estado junto com o nosso Brasil e com os turistas do mundo inteiro porque é uma região que tem suas peculiaridades, tem muitas belezas e tem muita história. Além de contribuir com tudo isso, o projeto contribuiu com algo muito importante que é dar renda para todo o pessoal do entretenimento, pois o ano de 2020 foi muito difícil e 2021 segue sendo assim. São quase 200 pessoas envolvidas entre artistas, equipes, pessoas da produção, os artesãos, artista plástico, enfim, toda a equipe que compõem o Caminhos da História”, salientou.



