Solicitar a retomada de políticas públicas importantes para a proteção animal de Pelotas e assegurar que os órgãos municipais tenham condições plenas de realizar fiscalizações contra maus-tratos e abandonos de animais. Foram essas as principais motivações da vereadora Cristina Oliveira ao requerer reunião com a prefeita Paula Mascarenhas, ocorrida na terça-feira (23), no paço municipal.
Uma das principais reivindicações de militantes da causa, a retomada das castrações gratuitas oferecidas pelo governo municipal esteve na centralidade da conversa. A parlamentar demonstrou preocupação com a descontinuidade do convênio estabelecido entre a Prefeitura e a ONG SOS Animais, responsável até meados do ano passado por centenas de castrações mensais de animais semidomiciliados e pertencentes a famílias de baixa renda. A demanda vai ser atendida, de acordo com Cristina: “tivemos o compromisso do Executivo em publicar edital na próxima semana para oferecer 200 procedimentos mensais até o Castramóvel entrar em funcionamento”, comemora.
Outra solicitação da vereadora foi em relação a falta de veterinário e veículo na Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA), pasta responsável por fiscalizar as denúncias de maus-tratos e abandonos reportadas à ouvidoria do município. Sobre essa pauta, Paula afirmou que vai disponibilizar um carro para os fiscais.
Melhorias necessárias nos serviços prestados pela Hospedaria de Grandes Animais também foram pontuadas. A parlamentar frisou a importância do governo instruir e preparar os funcionários incumbidos pelas apreensões e recolhimentos. “Precisamos evitar o agravamento das lesões no momento em que os animais são colocados no transporte”, explicou. Ela também mencionou o término do contrato de licitação do caminhão que realiza esse serviço. “Essa pendência precisa ser resolvida, com uma nova licitação que possibilite um transporte mais adequado”.
Por fim, Cristina Oliveira solicitou à chefe do Executivo que sancione o Projeto de Lei que inclui educação ambiental e bem estar animal nas escolas municipais, aprovado em setembro do ano passado na Câmara de Vereadores e que ainda aguarda apreciação da prefeita. “É por meio da inclusão de ações educativas que se pretende a médio e longo prazos mudar a realidade que se vive”, destacou.




