Não podemos parar, mas precisamos de equilíbrio

Será que tu descobres do que estou falando? Todo e qualquer ser humano precisa desenvolver-se, é necessário, mas também útil em todas as etapas da vida. Desde quando estamos na barriga das nossas mães até o final da nossa existência.

Nascemos sabendo pouco, basicamente o essencial para sobrevivermos. Choramos quando temos fome, gritamos quando sentimos dor e trememos quando estamos com frio. O que sabemos é que com os nossos gestos expomos as emoções. Depois aprendemos a andar, falar, pedir e ao longo da vida vamos desenvolvendo o nosso intelecto, a parte cognitiva do nosso ser. Vamos para a escola, somos orientados a ler livros, alguns vão para a faculdade, outros fazem cursos de especialização, de idiomas e por aí vai.

Só que o aprender nos dias de hoje parece não ter fim e é disso que estou falando, do ato de aprender. Não podemos jamais parar de absorver conhecimento, mas precisamos de equilíbrio, precisamos viver, experimentar, sentir cheiros. Além disso, também precisamos colocar em prática todo o conhecimento que adquirimos, seja através de conversas com amigos, seja através de situações mais formais.

Porém, precisamos deste equilíbrio entre aprender e praticar. Até porque quando praticamos, vamos para o mundo, nos relacionamos com outras pessoas, experimentamos novos sabores, conhecemos novos lugares, trocamos ideias, também estamos aprendendo. Então, sempre estaremos no processo de aprendizagem, mas de formas diferentes e que de certa forma geram sensações diferentes em nós também.

Mas com tanta informação disponível, cobrança pelo saber mais, pessoas correndo para ter mais coisas na vida, como que a gente faz este movimento, como é possível equilibrar o aprender e o praticar, sem medo de ficar estagnado e de estar caminhando para trás?

Acredito que este é um processo que envolve uma série de variáveis, desde autoconhecimento, autocompaixão até o desenvolvimento de nossa autenticidade, mas como e por quê? Porque quando nos conhecemos a ponto de entendermos os nossos limites e de termos segurança para acolher quem somos de verdade, nos sentimos aptos para escolher as nossas batalhas e, com isso, filtrar aquilo que vai nos servir de mais importante naquele momento.

É focar, mas também estar sempre aberto ao diferente. É aprofundar, é tentar olhar para aquilo que a nossa razão não vê, e que está por baixo do iceberg. Enfim, equilibrar exige abrir mão daquilo que está sobrando e abraçar aquilo te preenche de forma leve e sadia.
Mas se tem uma coisa que te sugiro é que experimentes estas duas sensações: a de aprender, mas também a de viver na prática experiências mundanas, porque é da soma disso tudo que temos uma vida mais harmoniosa e uma vida bem vivida.

E não pare jamais, nem de aprender, nem de praticar.