No início desta semana, a delegada de Polícia Civil de Jaguarão, Juliana Garrastazu Ribeiro, concedeu uma entrevista para esclarecer os fatos do crime que abalou o município na madrugada do dia 11 de setembro. Paulo Adão Almada Moraes, de 50 anos, e a esposa Manoela Renata Araújo Chagas, de 40 anos, foram alvejados na cabeça enquanto dormiam.
Em um primeiro momento, a Polícia Civil trabalhou com a hipótese de um duplo latrocínio, pois a caminhonete da família foi roubada e, posteriormente, abandonada. Ao ouvir algumas testemunhas, a delegada chegou a conclusão de que se tratava de um duplo homicídio, incluindo o depoimento da filha mais nova do casal que estava na casa.
No domingo (13), a polícia prendeu o filho, de 20 anos, que confessou o crime. Já na tarde de segunda-feira (14), a Polícia Civil realizou a prisão preventiva de outro envolvido no homicídio. Com mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, foram apreendidos três estojos deflagrados de munição calibre 22, igual ao usado no assassinato.

Na coletiva, a delegada afirmou que no último dia 8, o rapaz teria usado dois celulares e uma televisão para adquirir uma arma, mas a polícia não sabe se ele vendeu e usou o dinheiro ou se trocou pelo revólver.
Conforme relatado, o filho planejou a morte dos pais durante dois anos, porque acreditava que eram controladores. Também, Juliana disse que o jovem tinha “picos de raiva”. A delegada alegou que a motivação para o crime ainda não foi suficientemente esclarecida, uma vez que foram ditos motivos diferentes, como supostos atritos envolvendo dinheiro.
Além disso, a polícia suspeita que o filho possa ter dado algum sedativo aos pais, pois não houve reação aos disparos, o que deverá ser esclarecido pela perícia.




