Mais uma Semana da Pátria se aproxima e os sentimentos de amor aos símbolos nacionais ficam em segundo plano. O período de comemorações acontece na primeira semana de setembro, até o dia 7, data em que é comemorada oficialmente a Independência do Brasil. Lembro com clareza da ansiedade pelos desfiles escolares e das demonstrações de civismo manifestadas por todos os segmentos da sociedade.
Ao relembrar um pouco da história que ocorreu no ano de 1822, onde diversos grupos das elites brasileira e portuguesa discutiam quanto aos rumos que os países deviam tomar. Segundo a história, D. Pedro I, quando estava às margens do riacho Ipiranga, no estado de São Paulo, declarou a liberdade do povo brasileiro à submissão da coroa portuguesa ao declarar a famosa frase: Independência ou morte!?
As comemorações relativas a Semana da Pátria passou a ser uma oportunidade para os brasileiros demonstrarem o sentimento de amor à Pátria brasileira e qualificar sentimento de cidadania. Os símbolos nacionais eram respeitados e jamais, nos meus tempos de criança, imaginaria na atualidade ver a bandeira nacional sendo queimada pelos próprios brasileiros. Sei que estamos em épocas e em contextos diferentes, mas atos de ódio e vandalismo não condizem com um povo civilizado.
Perguntas que não querem calar: Será que perdemos a esperança na nação a ponto de não querermos mais passar adiante aqueles preciosos, talvez românticos momentos dos desfiles escolares, civis e militares? Ou será que o desencanto está nos intermináveis fatos de corrupção e desalento aos atos políticos praticados pelas instituições brasileiras, que deveriam servir de exemplo aos cidadãos.
O caminho para encontrar o amor à Pátria, talvez seja o exercício de cooperação entre todos e a clareza sobre a necessidade de se buscar o bem comum como prioridade. As disputas parecem ser fortemente orientadas por interesses partidários, contaminados pela vaidade e que frequentemente comprometem a necessária lucidez, em momentos decisivos para o país.



