
A II Conferência Regional Sul sobre Mudanças Climáticas e Sustentabilidade (COPSul) encerrou suas atividades na sexta-feira (26), no auditório do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com a apresentação dos resultados dos grupos temáticos, a assinatura da Carta de Compromisso e o lançamento do Comitê para o Desenvolvimento Sustentável e Mudanças Climáticas.
Com o tema “Ciência, Sociedade e Governança Climática: Da COPSul à COP30”, o painel de encerramento reuniu representantes de instituições públicas, universidades e órgãos de pesquisa para debater estratégias regionais de enfrentamento às mudanças climáticas.
A II COPSul é resultado da articulação entre a Prefeitura de Pelotas, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), por meio dos câmpus Pelotas e CAVG, a Prefeitura do Rio Grande, a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS).
Presente no evento, o prefeito Fernando Marroni (PT) destacou que pensar em medidas para mitigar os impactos climáticos é uma forma de garantir qualidade de vida às próximas gerações e exige atuação coletiva. “Neste ritmo que estamos vivendo, é claro que, se não agirmos diretamente nos territórios, teremos consequências sombrias. Essa perspectiva é sobre sobrevivência, de ser essa resistência e assumir esse compromisso com a proposta de futuro”, afirma.
A abertura do painel contou com a participação da socióloga da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Rio Grande do Sul, Fernanda Corezola. Ela apontou que a cadeia produtiva está entre os fatores que mais contribuem para o aquecimento global e para o agravamento do efeito estufa. Segundo a pesquisadora, por envolver atividades econômicas e ações humanas, o enfrentamento das mudanças climáticas também exige decisões políticas.
Na sequência, o chefe da Base Avançada do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (CEPSUL/ICMBio), Ronaldo Costa, abordou a preservação dos nichos ecológicos da região Sul.
Durante a apresentação, foi destacada a necessidade de construir políticas públicas de conservação a partir da participação das comunidades e da incorporação das demandas locais na definição de critérios para financiamento ambiental.
Como encerramento da conferência, foi apresentada e assinada a Carta de Compromisso do Canal São Gonçalo, documento em que as instituições participantes assumiram cinco compromissos principais:
• criação do Comitê Sul sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável, responsável por coordenar ações regionais, captar recursos e acompanhar os compromissos firmados;
• fortalecimento da ciência como base para formulação de políticas públicas orientadas por evidências e dados territoriais;
• implantação de um sistema regional de monitoramento com indicadores climáticos, ambientais, sociais e econômicos e plataforma pública para acompanhamento das metas;
• ampliação da cooperação entre municípios, instituições de ensino, setor público e iniciativa privada para desenvolvimento de projetos e captação de recursos;
• consolidação da COPSul como evento permanente para monitoramento das ações, avaliação dos resultados e atualização das estratégias de desenvolvimento sustentável e resiliência climática.
O relatório oficial da primeira edição da COPSul, realizada em 2025, está disponível para consulta pública.



