Pré-candidato a deputado federal, Divaldo Lara foca em Infraestrutura e Agronegócio

Lara foi prefeito de Bagé por dois mandatos, de 2017 até 2024. (Foto: Adilson Cruz/JTR)

Em participação ao programa Tradição Entrevista, o ex-prefeito de Bagé, Divaldo Lara (Republicanos), projetou sua pré-candidatura à deputado federal elencando infraestrutura, saúde, habitação e fortalecimento do agronegócio como prioridades para o desenvolvimento da Zona Sul do estado. Em entrevista, ele afirmou que a região possui potencial econômico e histórico capaz de impulsionar o crescimento do Rio Grande do Sul, porém, ainda enfrenta percalços que limitam seu avanço. A conversa completa pode ser assistida no canal do YouTube do JTR.

Segundo Lara, municípios como Pelotas, Bagé e Rio Grande ocupam papel central na formação econômica e cultural gaúcha. “Não há como contar a história de sucesso desse estado gaúcho sem passar por municípios que compõem esse conjunto de cidades aqui da nossa fronteira. Quando nós estamos falando de potencial econômico, nós temos que enxergar a cultura da agropecuária tão forte na nossa região”, pontua.

Ferrovias podem impulsionar turismo
O pré-candidato defende a ampliação e a modernização da malha ferroviária, além da criação de novos portos em cidades estratégicas da região. Ele também destacou o potencial turístico das ferrovias, sugerindo a implantação de rotas que valorizem as paisagens e a cultura do Pampa Gaúcho. “Imagina uma linha ligando Bagé e Rio Grande para o turismo, mostrando a cultura e toda essa paisagem que nós temos aqui, além do desenvolvimento econômico gerado por meio do trem de carga”, diz.

Outro tema abordado foi a duplicação da BR-290 e a conclusão das obras da BR-116. O ex-prefeito ressalta que pretende trabalhar para acelerar esses dois projetos e defende a participação do Exército Brasileiro na execução das obras – modelo semelhante ao utilizado na construção da barragem de Bagé. “O eixo da 290 que liga a nossa metade sul com o restante do estado é precário, ele não tem mais condições pelo fluxograma que se tem de veículos de existir sem ser duplicado”, enfatiza.

Ao comentar o debate sobre concessões rodoviárias, ele se posicionou de forma contrária à cobrança de pedágios. Segundo ele, a carga tributária paga pela população deveria ser suficiente para garantir a manutenção das estradas. “Sou contra, vou afirmar isso publicamente, já defendo e vou defender cada vez mais lá em Brasília pra que as nossas estradas aqui não tenham nenhum pedágio na 116 e em todas as demais, o estado já arrecada e a União também”, declara.

Saúde regionalizada
Na área da saúde, ele defende um modelo de atendimento regionalizado. Lara destacou a construção de uma unidade de radioterapia em Bagé, que passou a atender pacientes da campanha e reduziu a demanda encaminhada para centros de referência como os de Pelotas. “Toda a demanda de pacientes de radioterapia passou a ser atendida em Bagé, com isso eu ajudei a desobstruir Pelotas. Pessoas começaram a se salvar, vidas começaram a ser reestabelecidas”, reforça.

Entre as propostas apresentadas pelo pré-candidato, está a instalação de um equipamento PET Scan em Pelotas para ampliar a capacidade de diagnóstico e o acompanhamento de pacientes oncológicos. “Vou trabalhar para exigir que o governador e que o governo federal mude a tabela SUS para que a gente tenha estruturas e uma condição melhor. Os hospitais estão falindo”, confirma.

Habitação e captação de recursos ao setor produtivo
Quanto à habitação, ele destaca a construção de 1.164 moradias populares durante sua administração em Bagé – projeto que levou o ex-presidente Bolsonaro pela primeira vez na cidade. Segundo ele, os resultados foram possíveis graças à elaboração de projetos técnicos e à busca de recursos junto aos governos estadual e federal. “Eu criei em Bagé a Secretaria de Gestão e eu unifiquei todos os profissionais de planejamento e de captação de recursos; os que a prefeitura não tinha eu contratei”.

Muito defensor do agronegócio, Lara também discorreu sobre a situação do setor produtivo gaúcho. Ele ressalta que os produtores rurais vêm passando por dificuldades, principalmente em relação ao endividamento. “O agronegócio é o que faz a economia girar, é o que faz a engrenagem andar não só nossa região, mas em todo o Estado do Rio Grande do Sul, nosso país depende dele”, finaliza.

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