Na manhã de terça-feira (16), a Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul realizou uma campanha de doação de sangue em parceria com o Hemocentro Regional de Pelotas (Hemopel). Foram previamente disponibilizadas 50 inscrições, que se esgotaram em poucos dias. Dos inscritos, 42 compareceram para realizar a coleta.
Gisele Ortiz, coordenadora do Hemopel, destaca que os lourencianos sempre responderam positivamente às ações do Hemopel no município: “A população sempre atendeu muito bem aos nossos chamados. Alguns anos atrás, nós tínhamos um calendário fixo e vínhamos, pelo menos, duas ou três vezes no ano”. Segundo dados recolhidos pelos profissionais da Santa Casa, a campanha de doação não era realizada no município desde 2022.
Atividades devem se tornar constantes
A coordenadora explica, também, que a Santa Casa terá um papel cada vez maior no recolhimento de sangue na região. “A partir de agora, São Lourenço do Sul faz parte da rede estadual de apoio à doação de sangue. Esse é um projeto do Estado, onde nós capacitamos a equipe local para realizar as coletas” salienta.
Gisele pontua que, com a qualificação dos profissionais locais, apenas um membro do Hemopel precisará vir ao município, para trazer os insumos necessários e auxiliar na coleta, utilizando o espaço do hospital. A partir disso, o processo será facilitado e a ação deverá ser realizada uma vez por mês.
Atualmente, o Hemopel atende toda a Região Sul e Campanha, com uma demanda de cerca de mil bolsas de sangue por mês. A entidade conta com o apoio dos municípios da região para abastecer o banco de sangue e atender a todos da melhor maneira possível.
“A gente precisa da solidariedade e responsabilidade de todos para manter o atendimento. Uma doação pode salvar até quatro vidas, porque o sangue é fracionado em componentes, atendendo urgências, emergências, pacientes que precisam fazer hemodiálise, pacientes oncológicos, cirurgias, entre outras necessidades. A gente precisa ter um estoque seguro” finaliza Gisele.
Inspiração
A atendente de farmácia hospitalar Jéssica Lara Rosskopf, 36, foi a primeira voluntária a realizar a doação nesta campanha. Jéssica tem tipo sanguíneo O-, um dos mais raros e que está constantemente em falta.
“Essa foi a minha primeira doação. Eu sempre quis doar, mas não queria ir até Pelotas. Eu acho que é uma ação muito importante, porque facilita para o pessoal que quer doar, pois não tem o transtorno de se deslocar — que é o principal motivo para que eu esteja aqui doando hoje. O processo levou nem 15 minutos e é muito importante, porque salva vidas” ressalta.
A ação ainda contou com um ato solene, com a presença de entidades locais e membros da gestão da Santa Casa de Misericórdia.




