MPRS processa Igreja Quadrangular e ex-diretor por desvios de R$ 344 mil do Pronto Socorro de Pelotas

Somados, os prejuízos apontados pelo MP chegam a R$ 344,7 mil (Foto: Divulgação)

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ajuizou uma ação civil pública contra a Igreja do Evangelho Quadrangular para cobrar R$ 179,4 mil em recursos desviados do Pronto Socorro (PS) de Pelotas. O ex-diretor administrativo e financeiro da instituição, Misael Aguiar da Cunha, também é alvo da ação e responde por R$ 165,3 mil. Somados, os prejuízos apontados pelo MP chegam a R$ 344,7 mil.

Segundo a ação, apresentada pelo promotor José Alexandre Zachia Alan, os desvios ocorreram entre janeiro de 2022 e março de 2023. Ao Ministério Público, Misael confessou ter realizado as irregularidades.

De acordo com a investigação, o ex-diretor utilizou contratos com empresas de construção, esquadrias e marcenaria para custear reformas e móveis destinados à igreja, além de beneficiar a si próprio e seus pais. Parte dos pagamentos feitos com recursos do Pronto Socorro teria retornado para a conta pessoal de Misael.

A maior parcela dos valores destinados à igreja refere-se a uma reforma realizada por uma empresa de construção, que recebeu R$ 126,1 mil. Outros R$ 40 mil foram pagos a uma empresa de esquadrias para a confecção de portas e janelas, e R$ 13,2 mil foram destinados à produção de móveis planejados.

Segundo o MP, Misael também recebeu valores por meio das empresas contratadas, totalizando R$ 165,3 mil em benefícios pessoais.

As suspeitas são investigadas desde 2024 no âmbito da Operação Contágio. Conforme balanço divulgado pelo MP em outubro de 2025, a apuração já identificou ao menos R$ 1,4 milhão em desvios no Pronto Socorro de Pelotas atribuídos ao ex-diretor.

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