São Lourenço do Sul realiza passeata em prol da luta antimanicomial

Mobilização reuniu usuários, familiares e profissionais da rede psicossocial em defesa do cuidado em liberdade e da humanização da saúde mental. (Foto: Divulgação/Decom)

Na tarde da última segunda-feira (18), Dia Nacional da Luta Antimanicomial e da Reforma Psiquiátrica no Brasil, foi realizada uma passeata em defesa da causa em São Lourenço do Sul. O ato ocorreu na Rua Coronel Alfredo Born, na entrada da cidade, e reuniu usuários, familiares, entidades e profissionais envolvidos na rede psicossocial do município.

A luta antimanicomial defende o fim das internações em manicômios, o cuidado em liberdade e o respeito à dignidade humana, promovendo cidadania e inclusão social. A mobilização teve como objetivo conscientizar a comunidade sobre a importância do cuidado com a saúde mental e do respeito às pessoas em sofrimento psíquico.

Ao final da caminhada, o grupo “Sistema Nervoso”, formado por usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), realizou uma roda de música no centro da cidade.

Segundo Caroline da Rosa Ulguim, assistente social e coordenadora do CAPS Nossa Casa, a passeata representa uma importante ação de conscientização no município.

“Ela é importante porque dá visibilidade a essa luta, que defende uma saúde mental mais humana, mais digna e baseada no cuidado e na liberdade”, afirmou.

Caroline destacou ainda que a busca por um tratamento digno é permanente e que a mobilização também relembra a trajetória da reforma psiquiátrica no país.

“Antigamente, as pessoas eram muito destratadas nos manicômios. Nós lutamos para fortalecer as políticas públicas de saúde mental, o cuidado em liberdade, e para que a cidadania e os direitos das pessoas com transtornos mentais sejam respeitados”, declarou.

Para a coordenadora, as ações coletivas têm papel fundamental no combate ao preconceito e ao estigma ainda existentes em relação à saúde mental.

“Essa mobilização tem o papel, também, de conscientizar a sociedade sobre o preconceito e o estigma que, infelizmente, ainda existem. Queremos mostrar que o cuidado não combina com isolamento, nem com exclusão social. Pelo contrário, com cuidado e humanização o usuário se sente pertencente à sociedade. Mais do que uma caminhada, a passeata representou a defesa do cuidado e da liberdade, da dignidade humana e do direito de todas as pessoas, com respeito, afeto, cidadania e humanização”, concluiu Caroline.