quarta-feira, 3 de junho de 2026
15.6 ° C
Pelotas
Já sou assinante:
ASSINE
Leia a edição 1.025
Início Polícia Forças de segurança de Pelotas avaliam aumento de pena por furto

Forças de segurança de Pelotas avaliam aumento de pena por furto

Secretaria Municipal de Segurança, Brigada Militar e Polícia Civil analisam efeitos da lei que amplia penas para furto, roubo e receptação. (Foto: Ascom SSP)

A Prefeitura de Pelotas avalia que a ampliação das penas para crimes de furto, roubo e receptação, já em vigor no país, deve contribuir para o enfrentamento desses delitos no município. De forma integrada, a Secretaria Municipal de Segurança Pública (SSP) tem trabalhado com as demais instituições policiais para combater a receptação de cabos de energia entre outros materiais que vem sendo alvo dos criminosos.

As mudanças foram estabelecidas pela Lei Federal nº 15.397/2026, publicada no Diário Oficial da União no dia 4 de maio, que aumenta as penas para crimes contra o patrimônio e amplia punições também para casos de furto e roubo. Entre as alterações, o furto passa de um a quatro anos, para um a seis anos de reclusão. O roubo passa de quatro a dez anos para seis anos a pena mínima. Enquanto a receptação de produtos roubados passa de um a quatro anos para dois a seis anos de prisão, além de multa.

De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública, Márcio Medeiros, o aumento das penas atua diretamente na base do problema. “Penas maiores para os crimes de furto, roubo e receptação tendem a contribuir para o combate a esses delitos, que têm apresentado aumento nos últimos meses, conforme dados do Observatório de Segurança Pública Municipal. Os órgãos de segurança vêm atuando de forma repressiva, especialmente no combate à receptação, que influencia diretamente os crimes de furto e roubo, atacando o problema na sua origem”, afirmou.

O secretário destacou ainda a continuidade das ações integradas no município. “Também estamos promovendo fiscalizações administrativas em conjunto com a Brigada Militar, Polícia Civil, SeUrb, Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária. O aumento das penas pode reduzir benefícios atualmente concedidos aos infratores e diminuir a sensação de impunidade”, completou.

A comandante interina do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM), major Pâmela Tavares, também avaliou que a mudança na legislação pode refletir na redução dos crimes patrimoniais, e ressaltou o trabalho conjunto com as demais forças de segurança, além da aproximação da comunidade, a fim de coibir a ação criminosa e aumentar a sensação de segurança da população.

O delegado regional da Polícia Civil, Márcio Steffens, reforçou que o impacto deve ser observado ao longo do tempo. “A nossa expectativa é de que o aumento das penas possa impactar, a médio prazo, na diminuição dos crimes contra o patrimônio. Temos uma grande incidência de receptação de produtos furtados e roubados, inclusive de itens que, isoladamente, não têm grande valor comercial. Com o novo apenamento, pode haver uma redução dessas ocorrências”, afirmou.

No município, esse tipo de crime tem sido alvo de operações integradas, com foco na fiscalização de recicladoras e outros estabelecimentos com suspeita de comercialização de materiais sem procedência, como cabos de energia, hidrômetros e objetos retirados de residências e comércios. As ações reúnem forças de segurança e equipes de fiscalização administrativa, com o objetivo de interromper a cadeia que alimenta furtos e roubos.