
A assinatura que oficializou a habilitação de Capão do Leão no programa TEAcolhe ocorreu no salão do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Ambrósio Gonçalves, localizado no bairro Jardim América, e contou com as presenças da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, do prefeito Vilmar Schmitt (PP), um dos incentivadores da expansão do Centro de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente (Caeca), além de outras autoridades municipais e regionais.
Segundo a coordenadora do Caeca, Mariglei Argiles, a recente habilitação do município ao programa TEAcolhe/RS proporcionará a ampliação e a qualificação da atenção às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), passando a coexistir um novo fluxo de acesso aos serviços especializados. “Nesse modelo, os usuários são inicialmente atendidos na UBS e, após identificação clínica, são direcionados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que realizará a inserção no Sistema Estadual de Regulação (Gercon), organizando o acesso conforme critérios técnicos disponibilizados pela rede regional”, explica.
Ainda segundo a coordenadora, embora o Caeca e o TEAcolhe compartilhem o mesmo propósito — garantir atenção qualificada, precoce e contínua a crianças e adolescentes com suspeita ou diagnóstico de TEA —, diferenciam-se principalmente na forma de regulação do acesso. Enquanto o Caeca mantém um fluxo municipal direto, o TEAcolhe opera sob a lógica de regulação estadual, promovendo maior integração regional e padronização dos critérios de acesso.
“Essa nova configuração fortalece a rede de atenção ao possibilitar a complementaridade entre os serviços, ampliando a capacidade de atendimento e qualificando o cuidado ofertado; ao mesmo tempo, impõe a necessidade de alinhamento permanente entre os pontos da rede (Atenção Primária, gestão municipal e serviços especializados), para garantir fluxos resolutivos, evitar sobreposição de atendimento e assegurar a continuidade do cuidado”, diz Mariglei, reafirmando que o município avança na consolidação de uma rede estruturada e integrada de atenção ao neurodesenvolvimento, bem como o compromisso com a inclusão, o cuidado humanizado e a garantia dos direitos de crianças, adolescentes e suas famílias.
O secretário municipal de Saúde, Helvécio Machado, disse que o projeto tem total apoio da gestão municipal e que, para melhorar ainda mais o atendimento, está prevista, para 2027, a mudança do Caeca para um novo prédio em construção no Parque Fragata. “Esse prédio tem mais salas de atendimento, todo climatizado, com refeitórios, palco para eventos, espaço para jardim e horta, entre outras novidades. A vinda do ‘TeAcolhe’ é uma virada de chave para o atendimento aos portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, concluiu Machado.
A estrutura e a atuação do Caeca estão ligadas aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente à integralidade do cuidado, ao trabalho em equipe interdisciplinar e à centralidade no usuário e em sua família. O serviço oferece avaliação especializada, construção de Plano Terapêutico Singular (PTS) e acompanhamento terapêutico continuado, envolvendo diferentes áreas, como psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, entre outras, conforme as necessidades de cada caso.



