
Ativo desde 2019, o Grupo Amigo de Pelo surgiu a partir da iniciativa de Canguçuenses que já tinham afinidade com a causa animal. Desde então, o grupo desenvolve ações voltadas à proteção e ao bem-estar de animais em situação de abandono, trabalho que completa sete anos. Atualmente, o grupo é formado exclusivamente por voluntários.
O que começou de forma simples foi ganhando proporção ao longo do tempo, alcançando mais pessoas e ampliando as iniciativas. Uma das primeiras ações foi vestir lencinhos em animais de rua, como forma de chamar a atenção da comunidade e aumentar as chances de adoção. “Não tínhamos ideia da proporção que ia tomar”, contam os voluntários.
Entre as principais ações atuais estão a divulgação de animais para adoção, feita pelas redes sociais e também em feiras na Praça Central, além do resgate de animais encontrados em situação de abandono ou vulnerabilidade. No entanto, os resgates acabam sendo um motivo de preocupação, isso porque o projeto não dispõe de um espaço físico próprio para acolhimento.
Conforme informado pelo grupo, mesmo sem cargos formalmente instituídos, o trabalho dos voluntários acontece de forma coletiva, com cada integrante assumindo tarefas conforme sua disponibilidade. Alguns auxiliam financeiramente, outros assumem tarefas burocráticas e de comunicação, enquanto parte dos ajudantes atua de forma presencial, garantindo que as ações se concretizem.
A voluntária Monique Pinheiro lembra alguns casos atendidos. “O impacto às vezes pode parecer pequeno na comunidade, mas na vida dos animais faz muita diferença. Tem animais que saíram do meio do mato para viver uma vida digna, com caminha quentinha, alimentação de qualidade e acesso ao veterinário. Atendemos animais que não caminhavam mais e hoje correm e brincam. Teve até caso em que foi recomendada eutanásia, mas hoje o bichinho vive uma vida de rei com a sua adotante”, relatou.
Como a comunidade pode contribuir
Para o Amigo de Pelo, todo o apoio da comunidade é fundamental para a continuidade das ações e que sempre necessitam de voluntários. “As vezes é uma coisa simples como uma carona pra buscar um bichinho ou entregar alguma medicação“, contou Monique. Ainda assim, a principal necessidade segue sendo a disponibilidade de lares temporários, fundamentais para o pós-operatório ou para a recuperação durante tratamentos veterinários e, em alguns casos, até para a adoção definitiva.
As doações também fazem diferença. A comunidade contribui por meio da compra de rifas, contribuições de qualquer valor ou repasse de medicações que não utilizam mais. Além disso, compartilhar as publicações nas redes sociais ajuda a ampliar o alcance do trabalho e pode significar uma nova chance de vida para os animais.
Para adotar, é necessário assinar um termo de responsabilidade e assumir compromissos básicos, como acompanhamento veterinário, vacinação e alimentação adequada. Não são realizadas doações para ambientes considerados inadequados, como locais onde os animais permanecem acorrentados, já que a prioridade é garantir dignidade e bem-estar.
Os interessados em tutelar podem entrar em contato pelo telefone (53) 99926-6449, número exclusivo para adoções. Para quem deseja contribuir financeiramente, o pix para doações é [email protected]. Já quem quiser conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido pode acompanhar as ações pelo Instagram, no perfil @amigodepelocangucu.
Parcerias para ampliação das ações
A ampliação do trabalho do grupo também passa pela construção de parcerias. Atualmente, o Amigo de Pelo atua em conjunto com a ONG Amigos da Morena Flor e com o Núcleo da Causa Animal de Canguçu, com foco na adoção de animais que já estão aptos a encontrar um novo lar.
O Núcleo da Causa Animal, vinculado à Prefeitura de Canguçu, atua no fortalecimento de ações de proteção e bem-estar animal no município. Já a ONG Amigos da Morena Flor, localizada na Lacerda, nas proximidades do antigo Distrito Industrial, possui abrangência regional e desenvolve um trabalho essencial no cuidado de animais abandonados e com problemas de saúde.
Como parte dessa parceria, voluntários do grupo estiveram na sede da ONG para fotografar os animais e intermediar adoções. A campanha “Não compre, adote!” ainda está no início, mas já apresenta resultados positivos. A proposta é garantir que cada animal encontre um lar definitivo e responsável, com critérios rigorosos de adoção, evitando situações de maus-tratos ou negligência.
Monique também ressalta a importância da conscientização da comunidade. “Ressaltamos que os animais sentem dor, frio e medo como qualquer ser humano, e que quando tratamos bem os animais, sejam eles nossos ou da rua, estamos caminhando para construir uma comunidade melhor não só para os bichos, mas também para os humanos. Ensinem as crianças a respeitarem os animais e, se possível, adotem e permitam que elas cresçam com um companheiro”, finalizou.
Confira uma galeria de fotos com animais que o projeto já resgatou














