
*Com informações da Assessoria de Imprensa
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), uma operação de grande porte para desarticular uma associação criminosa suspeita de envolvimento em diversos crimes patrimoniais na região do Capão do Leão. A ação é uma resposta direta a um roubo ocorrido no fim de dezembro, quando uma família foi mantida refém por 73 horas sob ameaça de armas de fogo.
A operação é coordenada pela Delegacia de Polícia de Capão do Leão, com apoio da 18ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (DPRI), e tem como objetivo cumprir ordens judiciais, aprofundar as investigações e reunir novas provas contra os investigados.
Investigação
A associação criminosa já vinha sendo monitorada pela Polícia Civil em razão de suspeitas de envolvimento em outros crimes patrimoniais. As investigações, no entanto, foram intensificadas após o assalto ocorrido entre os dias 27 e 30 de dezembro, episódio que causou forte comoção na comunidade local devido à violência empregada.
Segundo a apuração policial, o grupo possui estrutura organizada e divisão clara de tarefas, que incluem desde a execução dos roubos e a contenção das vítimas até a logística para o escoamento de veículos roubados. Parte dos automóveis era enviada para outros estados e até para o exterior. A investigação também identificou o uso de contas bancárias para a lavagem imediata dos valores obtidos com os crimes.
Operação
Para o cumprimento simultâneo das ordens judiciais e para garantir a segurança da população, foi mobilizado um amplo aparato policial. Ao todo, participam da ação 60 policiais civis, com o apoio de 23 viaturas. Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, além de duas prisões preventivas e três prisões temporárias, expedidas pelo Poder Judiciário.
Esta operação tem como finalidade consolidar as provas já obtidas por meio de ações de inteligência e monitoramento. As equipes buscam localizar armas de fogo utilizadas pelo grupo, recuperar objetos subtraídos das vítimas e apreender dispositivos eletrônicos que possam auxiliar na identificação de toda a rede de colaboradores da associação criminosa.
De acordo com o panorama geral das investigações, o grupo utilizava violência extrema e mantinha as vítimas em cárcere privado como estratégia para ganhar tempo, permitindo que os bens roubados — especialmente veículos de alto valor — atravessassem as fronteiras nacionais antes da comunicação do crime às autoridades.



