Caso de feminicídio em Canguçu tem inquérito concluído pela Polícia Civil

O investigado já estava preso por tráfico de drogas e teve a prisão preventiva decretada com base nos elementos reunidos ao longo da investigação. (Foto: Liziane Stoelben/JTR)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

Nesta sexta-feira (23), a equipe da Delegacia de Polícia de Canguçu concluiu e encaminhou ao Poder Judiciário o inquérito policial que apura o caso de feminicídio de Letícia Foster, ocorrido na semana passada. O investigado já estava preso por tráfico de drogas e, na última semana, teve a prisão preventiva decretada com base nos elementos reunidos ao longo da investigação.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação contou com buscas, coleta de informações e depoimentos, análise de informações técnicas e outras medidas de polícia judiciária voltadas à reconstrução da dinâmica dos fatos. Ainda conforme a polícia, a partir de agora, o trabalho segue focado na apuração rigorosa dos fatos, na responsabilização criminal e na proteção das vítimas e da comunidade, com atenção especial ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Desaparecimento deu início às investigações

O caso passou a ser investigado a partir do registro do desaparecimento da vítima. O corpo de Letícia Foster Rodrigues foi localizado no dia 13, após buscas realizadas pelas forças de segurança. Desde então, a equipe concentrou os esforços na apuração do crime, incluindo a verificação dos locais por onde a vítima e o suspeito teriam passado. Durante a investigação, os policiais receberam a informação de que o suspeito teria relatado a uma pessoa próxima que havia cometido o crime, o que reforçou as linhas de apuração.

O suspeito morava com a vítima em Canguçu e, conforme a investigação, o crime teria ocorrido entre 11h e 12h10 da manhã de segunda-feira (12). Após o fato, ele se deslocou até o município de Bagé, onde reside sua mãe. Ele foi preso por tráfico de drogas, após ser encontrado com uma quantidade de cocaína, e negou a autoria do crime em interrogatório, embora a polícia já reunisse relatos de terceiros e indícios indiretos.

Há histórico de violência doméstica, incluindo prisão anterior do investigado por descumprimento de medida protetiva solicitada pela vítima. O exame preliminar apontou que a morte foi causada por um objeto cortante na região do pescoço, informação que ainda aguarda confirmação por meio de laudo oficial. Segundo o delegado de polícia Luciano de Souza Cabrera, seguem pendentes os laudos periciais do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que foram requisitados e serão anexados ao processo.