O roteiro do Caminho Pomerano de São Lourenço do Sul completou 20 anos de história no dia 6 de outubro. Formado por empreendimentos de visitação, acervos históricos, experiências gastronômicas, apresentação do Casamento Pomerano (onde a noiva se veste de preto), além de agroindústrias familiares e artesãos, o roteiro busca preservar e resgatar a história dos antepassados, valorizar o meio rural e incentivar o turismo no município.
A Associação Caminho dos Pomeranos se reuniu para comemorar o aniversário do empreendimento no dia 7, contando com a presença do prefeito Zelmute Marten (PT), da secretária de Turismo Simone Leite, da gestora de projetos do Sebrae/RS, Jussara Argoud, da agente da Ecosol, Jessica Fischer, e da escritora lourenciana Cleia Dröse.
Rodrigo Seefeld é condutor de turismo local e atual presidente da Associação Caminho dos Pomeranos. Para ele, o roteiro demonstra a importância do trabalho coletivo, algo que sempre esteve presente na cultura pomerana.
“Durante esses 20 anos, é imensurável o número de visitantes que procuram conhecer os atrativos do Caminho Pomerano como forma de se conectar ao passado de uma cultura e uma língua extinta na Europa, o que torna o Caminho Pomerano uma fonte inesgotável de pesquisa acadêmica, histórica e emocional”, reforçou.
Atualmente, o foco de trabalho da Associação está no turismo pedagógico. “Nós recebemos mensalmente escolas para conhecer a cultura, hábitos, costumes e a agricultura familiar”, disse Seefeld.

No dia 9, a escola Santa Mônica – Altos do Laranjal, de Pelotas, visitou o roteiro. Os alunos do 5º ano Beatriz Meyer, de 11 anos, e Otávio Fleischamann, de 10, contam que aprenderam muito sobre a cultura dos antepassados nos museus que visitaram. “Eu achei curioso que contaram que as pessoas casavam de preto e que o irmão mais velho da noiva passava de casa em casa convidando as famílias, e que no chapéu dele tinha fitinhas e que cada fitinha dessas representava uma família que ele convidou”, contou Beatriz.
“Eu achei a viagem ótima. A parte que eu mais gostei foi quando eles explicaram no museu como funcionava o casamento e como funcionava a vida dos nossos antepassados. Tudo isso foi novo pra mim” declarou Otávio.




