*Com informações da Assessoria de Imprensa
Pelotas foi contemplada com R$ 154,2 milhões em recursos da nova edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Os investimentos abrangem áreas consideradas estratégicas como drenagem, saúde, cultura e mobilidade urbana. Entre as obras previstas estão a construção da bacia de detenção no Areal Fundos, a elevação do dique da estrada do Engenho, a construção da Policlínica Regional e da nova UBS Santa Terezinha, a implantação do Museu da Cidade e a renovação da frota de ônibus públicos com a aquisição de veículos elétricos.
Pelotas está entre as 20 cidades brasileiras que mais enviaram propostas ao Novo PAC em 2025, com 18 projetos encaminhados que somavam R$ 589,9 milhões, mas nem todos foram aprovados.
Conforme o prefeito, Fernando Marroni (PT), a cidade será modernizada a partir desses projetos. “Pelotas caminha para um futuro com novas obras e novos investimentos que garantirão a reconstrução e modernização da cidade. O governo atual tem um forte elo com o governo federal, garantindo que o PAC continue a ser um instrumento de transformação, e o futuro de Pelotas será moldado com a continuidade das ações do PAC, que trarão mais desenvolvimento, mais infraestrutura e mais qualidade de vida para os pelotenses”, declarou.
Drenagem
Em setembro, dois projetos de contenção de cheias foram contemplados, totalizando R$ 56 milhões. No Areal Fundos, será implantada uma bacia de detenção, redes pluviais, travessias nas avenidas Domingos de Almeida e Ferreira Viana, além de uma nova casa de bombas e o desassoreamento de canais. O dique da estrada do Engenho será recomposto e elevado para a cota de segurança estipulada em quatro metros, medida considerada essencial pelo Sanep para proteger áreas sensíveis contra inundações.

“Há a necessidade de ampliação do sistema de contenção para garantir a segurança da população diante de eventos severos. Isso ficou comprovado na enchente do ano passado, que expôs fragilidades do sistema e da infraestrutura atual. Esse projeto prevê uma solução definitiva para a estrutura que protege os moradores da região leste da cidade, onde também temos uma casa de bombas”, pontuou o diretor-presidente do Sanep, Ellemar Wojahn.
Dos recursos, R$ 23 milhões são provenientes do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 33 milhões virão de financiamento a ser contratado pelo município. Os recursos serão liberados via PAC. As etapas seguintes ocorrerão nos próximos meses e consistem no início do processo licitatório para a contratação das empresas executoras.
Saúde
Em julho, a cidade foi contemplada com R$ 36,2 milhões para investimentos em cinco projetos relacionado a saúde. O pacote inclui a construção de uma Policlínica Regional na avenida Bento Gonçalves, orçada em R$ 30 milhões, e de uma nova Unidade Básica de Saúde no bairro Santa Terezinha, além de um combo de equipamentos, kit teleconsulta e três ambulâncias para o Samu.
Para a secretária de Saúde, Ângela Moreira Vitória, os projetos permitem avistar um futuro a médio e longo prazo mais promissor no atendimento para a população.
“Com uma emenda parlamentar destinada pela deputada Fernanda Melchionna (PSOL), íamos construir a UBS da Terezinha, mas como fomos comtemplados no PAC isso permitiu usar o recurso da emenda para construir uma UBS adicional no Passo do Salso”, disse o secretário de Urbanismo, Otávio Peres.
Cultura
Na área cultural, a Prefeitura recebeu aprovação, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do projeto para a realização da Obra de Implantação do Museu da Cidade, na Casa Seis. O investimento inicial será de R$ 5 milhões de um total de R$ 13 milhões, considerados necessários para executar todo o projeto. A obra completa prevê o restauro da cobertura, recuperação de esquadrias e patologias e instalações de PPCI, elétrica, acessibilidade, climatização, entre outras.
A primeira etapa prevê reparos emergenciais no prédio, que apresenta danos causados pela falta de uso e uma obra física para fazer as adaptações necessárias para que o imóvel possa abrigar exposições. A Secretaria de Cultura (Secult) prepara o edital para licitar a contratação da obra.

A equipe da Secult trabalha nos projetos da segunda etapa, que incluem: Museografia, com preparação de salas de especialdades, aquisição de equipamentos tecnológicos e mobiliário, comunicações visuais e sensoriais e montagem do material que ficará em exposição.
O projeto prevê, ainda, a formação de um Centro de Documentação e Referência sobre a história do município e do estado, focado na produção historiográfica, musical e cinematográfica local e regional.
Restaurado em 2012 com verbas públicas, o prédio permaneceu 12 anos fechado, sem uso definido e sem manutenção, o que espalhou problemas pelo casarão. A expectativa é que a obra de recuperação dure até 24 meses.
Mobilidade
Pelotas também foi comtemplada com o PAC Seleções, a ideia é adquirir 15 ônibus elétricos para a frota do transporte coletivo do município, com investimento de R$ 57 milhões, sendo R$ 3 milhões de contrapartida da Prefeitura.
Esse projeto prevê a economia em custos operacionais que impactam o cálculo da tarifa, como combustíveis e manutenção. A Prefeitura também espera, com a aquisição reduzir o efeito de outro item significativo que incide sobre a tarifa: a renovação da frota.

“São obras necessárias para a cidade, que vão trazer mais qualidade de vida para o conjunto da população, em resumo, são intervenções que dialogam com nosso projeto de reconstrução, compromisso que assumimos desde a campanha eleitoral do ano passado. Estamos tecnicamente qualificados para receber os recursos, projetar e executar, o povo de Pelotas tem pressa na resolução dos problemas e o governo também”, argumentou Marroni.
Continuidade de projetos anteriores
Pelotas ainda está trabalhando em projetos contemplados em edições anteriores do PAC como a construção da Escola de Tempo integral Darcy Ribeiro, com capacidade de atendimento de 316 alunos orçada em R$ 10,7 milhões; a construção das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) Engenho e Simões Lopes, que deve ampliar o tratamento do esgoto para cerca de 80% na cidade com custo previsto de R$ 125 milhões.




