com informações da Assessoria de Imprensa
A Polícia Civil divulgou nesta sexta-feira (5) a identidade da mulher cujo corpo esquartejado foi encontrado dentro de uma mala na Rodoviária de Porto Alegre. Ela era Brasília Costa, de 65 anos, uma manicure natural de Arroio Grande e que vivia há muitos anos na Zona Norte de Porto Alegre. O acusado do crime é o publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos, com quem a vítima estaria mantendo um relacionamento há seis meses. Ele foi preso na noite de quinta-feira (4).
Segundo a polícia, o irmão da vítima é um agente da Brigada Militar.
Conforme as informações divulgadas pela Polícia, Jardim é foragido do sistema prisional e possui histórico criminal grave: em 2015, foi condenado por matar a própria mãe e concretar seu corpo dentro de um armário em um apartamento no qual morava, em Porto Alegre.
Identificação e buscas

As partes do corpo de Brasília foram localizadas em duas situações distintas: a primeira em 13 de agosto, quando os membros superiores e inferiores foram encontrados em sacolas e sacos plásticos abandonados na zona leste da Capital e, a outra, em 20 de agosto, quando o tronco localizado dentro de uma mala deixada em um guarda-volumes na Rodoviária de Porto Alegre.
As perícias realizadas pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmaram, por meio de exame de DNA, que todos os restos mortais encontrados pertenciam a mesma vítima.
A partir desse ponto, os policiais civis intensificaram as diligências e conseguiram reconstruir o trajeto do autor. O criminoso utilizou luvas, máscaras, boné e outros artifícios para tentar despistar a polícia, mas foi registrado por câmeras de monitoramento na Rodoviária no momento em que deixou a mala com o tronco da vítima. Posteriormente, já sem máscara, foi flagrado em um comércio, na rua São Pedro, na zona norte da Capital.
Durante mais de 75 horas ininterruptas de trabalho, os policiais da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ª DPHPP) seguiram o rastro do suspeito, que buscava confundir as investigações, ao mesmo tempo em que deixava sinais de sua atuação criminosa.
Com base nas provas reunidas — entre elas imagens de câmeras de segurança, testemunhos e laudos periciais — foi pedida a prisão preventiva do suspeito. O DNA do investigado, segundo a polícia, é compatível com o material genético encontrado nos restos mortais e as imagens confirmam que ele foi o responsável por entregar a mala na Estação Rodoviária.
Segundo o Delegado André Luiz Freitas, responsável pela investigação, trata-se de um crime bárbaro e calculado, que exigiu dedicação total da equipe de investigação. “Mesmo utilizando disfarces e tentando incriminar terceiros, o autor foi identificado e responsabilizado. A prisão é fundamental para garantir a ordem pública e avançar nas investigações sobre outras possíveis vítimas e conexões desse caso”, ressalta.




