
A Ecovias Sul segue avançando com as obras de reconstrução de três pontes na BR-116, no Polo Rodoviário de Pelotas, com foco em práticas de engenharia de baixo impacto ambiental. Após a emissão das Autorizações de Supressão de Vegetação (ASVs), iniciou-se no mês de agosto o manejo vegetal nas áreas dos aterros das novas estruturas, com corte e transplante de árvores nativas.
Ao todo, 49 árvores serão transplantadas, entre elas corticeiras-do-banhado e butiazeiros, espécies protegidas por lei e de especial interesse para a conservação. Os indivíduos estão sendo realocados para áreas próximas, com técnicas que garantem sua preservação e adaptação ao novo ambiente. O trabalho é acompanhado pela RTBio Consultoria Ambiental, sob responsabilidade técnica da bióloga Cenilda Melo.
Segundo ela, além do transplante, o trabalho ainda contempla o resgate e afugentamento de fauna eventualmente presente nas áreas de intervenção, assegurando que o processo ocorra com o mínimo de impacto à biodiversidade local. “Traçamos no projeto todo os cuidados com os espécimes transplantados, incluindo tratos culturais e monitoramento contínuo”, reforçou.
Essa etapa na reconstrução das pontes reforça o compromisso da Ecovias Sul com a sustentabilidade, que permeia todas as fases da obra. O trabalho nas estruturas sobre os arroios Viúva Tereza, Corrientes e Contagem, com investimento de R$ 40 milhões, também inclui o reaproveitamento de materiais da demolição, como concreto triturado e aço reciclado, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa e a exploração de novos recursos naturais.
O coordenador de Sustentabilidade da Ecovias Sul, Alexandre Izqueirdo, explica que essas características do trabalho em andamento estão no centro da estratégia de negócios do grupo EcoRodovias, da qual a concessionária faz parte. “Buscamos ser o melhor gestor de infraestrutura rodoviária do Brasil, com responsabilidade ambiental. Cada projeto é pensado considerando seus impactos e formas de mitigação, pois acreditamos que o crescimento econômico deve respeitar o meio ambiente e contribuir para o desenvolvimento da sociedade e da infraestrutura do país”, apontou.
A reconstrução das pontes é uma resposta direta às mudanças climáticas e às enchentes que afetaram o estado nos últimos anos. Com previsão de conclusão até fevereiro de 2026, a obra não impactará as tarifas de pedágio.



