Cia. de Dança Afro Daniel Amaro se apresenta no Rio de Janeiro em homenagem a Mercedes Batista

Evento integra o projeto "Entre o Samba e o Ballet: Realidades e Possibilidades". (Foto: Volmer Perez)

Nos dias 16 e 17 de agosto, a Cia. de Dança Afro Daniel Amaro estará no Teatro Municipal do Rio de Janeiro dentro da programação do Dia Municipal da Dança Afro-brasileira, uma homenagem à primeira bailarina negra do Teatro Municipal, Mercedes Batista. O evento integra o projeto “Entre o Samba e o Ballet: Realidades e Possibilidades”, idealizado pelo segundo bailarino do Teatro, Anderson Dionisio.

No dia 16 de agosto, das 10h às 11h30, será realizada a Oficina de Dança Afro Contemporânea. Já no dia 17 de agosto, às 15h, acontece a Mostra Coreográfica, no Salão Assyrio do Teatro Municipal, ocasião em que a companhia apresentará fragmentos do espetáculo “A Reminiscência dos Tambores do Corpo…”.

Oficina de Dança Afro Contemporânea

A Dança Afro Contemporânea surge da experimentação da fusão entre dois estilos – a dança contemporânea e a dança afro – transformando essa união em uma técnica marcada pela força, movimento, dinâmica e fluidez dos corpos. Os gestos da dança étnica são conduzidos como movimentos contínuos, ora lentos, ora rápidos, a partir de um estudo técnico e de pesquisa que explora semelhanças e diferenças de ambos os estilos.

A proposta de Daniel Amaro segue a linha de trabalho desenvolvida na Cia. de Dança Afro Daniel Amaro, compreendendo a dança de matriz africana como estudo técnico e pesquisa, mesclando-a com a dança afro contemporânea. O foco é a fusão das duas técnicas e o reencontro dos participantes com seu próprio conhecimento corporal, por meio de exercícios de respiração, alongamento, sequências de movimentos específicos, criação e improvisação.

Fragmentos do espetáculo “A Reminiscência dos Tambores do Corpo…”

Criado em 2010, em comemoração aos 10 anos da companhia, o espetáculo reúne elementos dos cinco trabalhos montados ao longo de uma década, narrando a trajetória do povo negro desde a retirada da África até a contemporaneidade brasileira. A obra remete ao cotidiano africano, incorporando movimentos que evocam a dança, ritmos e religiosidade da cultura africana, e evidenciando a mescla cultural entre África e Brasil.

O espetáculo busca reconstruir identidades a partir da crença e da fé, resgatando a essência individual e propondo novas formas de viver e se expressar. A narrativa reforça a importância de preservar a história e as vivências ao longo do tempo.

Ficha técnica:

Bailarino e intérprete: Daniel Amaro
Trilha: Aka Mon e Doudou N’adye Rose, Edu da Matta e Jucá de Leon, Bira Reis, YoYo Man e Bob Macferrin
Edição de imagens: Marcelo Vergara
Figurino: Ana Claudia Santos
Coreografia e Direção Artística: Daniel Amaro
Duração: 15 minutos
Indicação: Livre

O espetáculo já circulou por Jaguarão, Arroio Grande, Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Goiânia e Catalão (GO); São Paulo (SP); Itajaí (SC); Canelones e Rivera (Uruguai).