
O fotógrafo, escritor e documentarista, Nauro Júnior, realizou uma façanha que, para muitos, seria impossível: rodou 17 países pelo mundo no seu Fusca 1968, carinhosamente apelidado de Segundinho. O resultado de anos de viagens iniciadas em 2013 se transformou em um livro, publicado em 2021, e agora ganha um documentário com o mesmo nome. Produzido pela Satolep Press, o filme “O mundo cabe em um Fusca”, será exibido em Pelotas, na sexta-feira (8).
As duas sessões gratuitas ocorrem na sala 3 do Cineflix do Shopping Pelotas. Após o anúncio das exibições, os ingressos esgotaram em 24 horas, o que anima Nauro Júnior, idealizador da Expedição Fuscamérica e diretor do filme. “Eu cheguei longe porque Pelotas me apoiou. Tanto a imprensa como pessoas simples e empresários sempre me ajudaram a chegar a todos os lugares, e essas pessoas que eu quero que estejam comigo. Só não esperava que os ingressos fossem esgotar tão rápido, porque são quase 800 lugares, e tem pessoas que querem assistir sentado nas escadas”, contou.
Mesmo com sessões esgotadas, a exibição não para por aí. A produtora executiva, Gabriela Mazza, esposa do fotógrafo, que também participou das viagens, conta que já estão alinhando com os parceiros Cineflix e Shopping Pelotas para anunciar novas sessões nos próximos meses.
“Depois de Pelotas, esse filme vai ganhar o mundo. Ele vai participar de agenda de festivais, depois ele vai para um canal de streaming, pode ser Netflix ou a Globoplay, mas ainda estamos em negociação”, relatou Júnior.

O documentário já estava nos pensamentos do diretor desde o início das viagens e, apesar disso, o trabalho não foi fácil. “A gente captou cerca de 500 horas de imagem e trabalhamos nos últimos dois anos na montagem do documentário. Ficamos separando material, editando, montando, trilhando tudo. Durante dois anos, trabalhamos quase que diariamente para montar esse documentário”, explicou.
Júnior revela que o longa terá um arco narrativo em que, a cada seis minutos, o telespectador terá um pico de emoção, seja com um sorriso, lágrima ou espanto. “Eu já vi esse filme milhares de vezes para a edição, mas eu acho que, quando eu ver na tela do cinema, eu vou me emocionar”, disse.
A direção de fotografia do documentário é assinada por Patrick Rodrigues, Daniel Marenco, Caio Passos e Felipe Campal que, na película, é o coordenador de fotografia, e estarão presentes na exibição. A direção de som é de Lauro Maia, e o roteiro e montagem, de Juliano Ambrosini. Obras de Vitor Ramil, Luiz Marenco, Leandro Maia e Davi Batuka, além de Daniel Drexler, deixam o filme ainda mais potente.



