31ª Fenadoce apresenta novos mascotes inspirados nos doces tradicionais de Pelotas

Os cinco doces escolhidos para ganhar vida foram o Quindim, o Ninho, o Olho de Sogra, o Bombom de Morango e o Figo Cristalizado, que encantam pela riqueza em detalhes e cores vivas. (Foto: Lylian Santos/JTR)

A 31ª edição da Feira Nacional do Doce (Fenadoce) encantou ainda mais os visitantes com uma grande novidade que une tradição, afeto e imaginação: a estreia de personagens inspirados nos doces tradicionais de Pelotas. Os novos mascotes representam a essência da feira e têm como missão fortalecer o vínculo emocional do público, especialmente das crianças com o evento e com o patrimônio doceiro da cidade.

Os cinco doces escolhidos para ganhar vida foram o Quindim, o Ninho, o Olho de Sogra, o Bombom de Morango e o Figo Cristalizado. Cada personagem tem sua própria personalidade, visual e estilo, compondo um universo criativo que se soma à já conhecida mascote da feira, a formiga Docília.

“A Fenadoce é um evento que desperta o melhor nas pessoas, e queremos representar isso através dos doces ganhando vida. Essa também é uma forma de aproximar ainda mais a tradição doceira do público infantil, que é tão importante para a salvaguarda do nosso patrimônio”, explicou Daniel Centeno, conselheiro gestor da CDL Pelotas.

Como nasceram os personagens?
A ideia surgiu há anos, mas foi em 2024 com a feira acontecendo durante o período de férias escolares que o projeto tomou forma de vez. “A gente já tinha a formiga, que é a cara da feira, mas sentíamos falta de ver os próprios doces circulando, interagindo, criando esse laço com o público”, contou Tatiane Mizetti, relações públicas da Fenadoce e fundadora da agência Reverso, responsável pela comunicação do evento.

A escolha dos cinco doces teve como critério sua tradição, apelo afetivo e popularidade entre os visitantes da feira. A partir disso, foi iniciado um longo processo de criação e modelagem, desde os esboços até a confecção dos bonecos. Tudo foi feito de forma artesanal respeitando um modo, também artesanal, de produção dos doces. “Queríamos que tudo fosse feito com carinho e cuidado, como os próprios doces são. Por isso, buscamos alguém da região, que entendesse essa essência. Os personagens foram criados a muitas mãos, com muito envolvimento emocional”, afirmou Tatiane.

Além dos doces, foi criada também uma nova personagem, a doceira. Uma figura que homenageia as mulheres que preservam e transmitem a tradição do doce de Pelotas. Inspirada em figuras reais, como dona Zilda, dona Alzira e dona Onélia, a personagem não representa uma pessoa específica, mas sim o modelo das mulheres que construíram a história da feira.

“A gente preferiu criar uma senhorinha simbólica, baseada em várias doceiras reais, para que todas se vissem representadas. Ela é vaidosa, usa óculos, tem as unhas vermelhas e está sempre com seu avental. É a memória viva do nosso doce”, destacou Luciana Silveira, conselheira da CDL e proprietária da Monalu Doces.

Da ideia à realidade: uma construção coletiva
A criação dos mascotes é assinada pela equipe da Reverso com a colaboração de parceiros da agência como as agências Tria e Arkona e o ilustrador Vinicius Fernandes e, não foi apenas uma tarefa criativa, mas também emocional. O processo envolveu esboços, ajustes, trocas de ideias e até muitas risadas nos bastidores. Algumas versões iniciais dos personagens não deram certo, foram reformuladas, ganhando novas expressões e até novos adereços, como o tênis All Star no Quindim ou o topete inspirado em Elvis para o Ninho.

“A gente se divertiu muito nesse processo. Teve doce que parecia tudo, menos doce. Teve modelos que assustariam as crianças. Mas tudo isso fez parte da construção”, lembrou Tatiane.

Os cinco personagens apresentados nesta edição são apenas o começo. A organização da feira já planeja aumentar essa doce família nos próximos anos. A possibilidade de incluir novos doces como o brigadeiro, por exemplo, está no radar, e a ideia é que, a cada nova edição, mais representantes da doçaria tradicional sejam incorporados ao universo da feira.

A personagem da doceira idosa, por sua vez, pode futuramente ganhar companhia: uma doceira jovem, com trajes mais empresariais, representando a nova geração de mulheres empreendedoras que mantêm viva a tradição doceira. “A transição é real. Hoje, muitas doceiras são jovens, empresárias, atuantes. É importante que elas também se vejam representadas”, explicou Luciana Silveira, conselheira da CDL.

Do papel à espuma
A produção final dos bonecos foi feita em São Paulo, por uma equipe especializada em figurinos de espuma. O resultado são personagens grandiosos, com mais de dois metros de altura, que encantam pela riqueza de detalhes e cores vivas. No entanto, por serem grandes e pesados, não circulam livremente pela feira, como a Docília.

Pensando na mobilidade e na experiência dos visitantes, os mascotes ganharam um espaço fixo: a Casa dos Doces, localizada onde antes ficava o estande das baronesas. Nesse espaço, as crianças e famílias poderão visitar os personagens, tirar fotos e viver momentos de fantasia.