
A jovem escritora, poetisa e influenciadora Aléxia Porto foi escolhida como a mais jovem patrona da Feira do Livro de Pelotas, representando o início de uma trajetória literária na 51º edição. Natural de Capão do Leão, com apenas 19 anos, ela tem despertado atenção pela sensibilidade, o emocional e a forma sincera e acolhedora com que aborda os sentimentos em seus poemas, principalmente nas redes sociais.
A paixão pelas palavras surgiu ainda na infância, aos nove anos, Aléxia já escrevia suas primeiras histórias, incentivada por sua professora e família a seguir no caminho da arte. Em 2021, com 14 anos, ela deu o primeiro passo compartilhando poesias no Instagram @vivendo_escrita e, no TikTok @_alexiaporto, onde conquistou milhares de seguidores, hoje ultrapassa os 100 mil.
Com o engajamento de seu público, a jovem decidiu desengavetar seus versos livres e em agosto de 2024, lançou seu primeiro livro de poesia: “O que os pássaros me contaram”, na Livraria Feito de Letras. Composta por 111 poemas distribuídos em quatro capítulos, Primavera, Verão, Outono e Inverno, a obra explora as quatro estações do amor: a paixão, a perda, a cura e o recomeço. “Esse livro é para pessoas que sentem demais”, explicou.
Referências e inspirações
Ao falar de inspirações, a jovem cita Clarisse Lispector, Fabrício Carpinejar, Fernando Pessoa, Machado de Assis e Igor Pires e lembra do grande apoio do escritor em seu início. Atualmente, a multi artista cursa cinema e audiovisual na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), já participou de um curta‑metragem, e dá palestras, compartilhando sobre amor próprio e como é ser escritora. Seus textos já participaram de saraus e eventos literários em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.
Em 2024, a escritora fez sua primeira colaboração com a Feira do Livro de Pelotas, com uma sessão de autógrafos de sua obra. “A arte é muito importante e ser patrona jovem é muito bonito. Eu já estive no lugar dessas pessoas que tinham poesias guardadas, neste ano quero inspirar e encorajar elas a publicarem, quero a chama da poesia viva”, contou.

Quanto ao futuro, a escritora pensa em unir a poesia com sua futura formação audiovisual e escrever roteiros para peças. “A poesia é natural para mim, a arte sempre vai estar em minha vida, a arte é quem eu sou”, afirmou. O projeto de seu segundo livro está em andamento, reforçando que a arte, para ela, é criação contínua e transformação pessoal.
Aléxia usa sua poesia para traduzir emoções com delicadeza. Em suas palavras, a escrita é “forma de autodescoberta” e um convite para que os leitores acolham a própria vulnerabilidade. Agora, a jovem com grandes expectativas para o evento, vê na feira, a possibilidade de amadurecimento de seu trabalho com outra grande poetisa dividindo o palco.



