Celebrado em 28 de junho, o Dia Internacional do Orgulho é um momento não apenas de comemorações, mas de debates sobre a violência contra a comunidade LGBTQIA+. Segundo o painel de dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), no Rio Grande do Sul, de janeiro a junho de 2025 houveram 822 violações contra a comunidade LGBTQIA+, nos quais enquadram-se crimes de maus tratos, exploração sexual e tráfico de pessoas.
Dentro deste contexto a visibilidade das pessoas e da causa tem papel fundamental. “Falando sobre ocupar espaços na mídia, espaços na política. Só da gente ter a capacidade de sonhar em termos uma mulher transexual como presidente do Brasil, isso já é um feito, isso já é louvável, porque vivemos numa sociedade onde ser uma mulher trans, ser um homem homossexual, a gente precisa provar duas, três, quatro vezes mais que a gente é capaz de certas coisas”, afirmou a jornalista pelotense Alicia Pereira Soares.
Símbolo de resistência e inspiração em um cenário que ainda impõe barreiras diárias à comunidade LGBTQIAPN+, a trajetória de Alicia Soares, com sua voz, seus passos na dança e sua atuação na mídia mostra que ocupar espaços não é apenas uma conquista individual, mas um ato coletivo de transformação social. Eleita Princesa da Diversidade do Carnaval de Porto Alegre em 2024, Alicia defende que toda mulher trans que se destaca em alguma área é uma potência política, justamente por viver em uma sociedade que a menospreza.
“Eu espero e anseio que cada vez mais as portas estejam abertas e que essas barreiras, essas correntes sejam quebradas e que hoje o espaço que eu ocupo na mídia, eu possa olhar para trás e ver que estão vindo outras desempenhando trabalhos de exímia qualidade e que eu possa dizer que são pessoas iguais a mim, são mulheres iguais a mim”, afirmou.




