Cinco pessoas são condenadas por integrar organização criminosa em São Lourenço do Sul

Julgamento. (Foto: Reprodução)

Cinco pessoas foram condenadas pela Justiça por integrarem uma organização criminosa armada, com atuação voltada ao tráfico de drogas e outros crimes violentos em São Lourenço do Sul. A sentença, proferida na última terça-feira (17), acolheu a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) que apontou a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas, uso de armas de fogo e aliciamento de adolescentes. Com este julgamento, o quinto ocorrido no âmbito da Operação Geminus, foram condenados 29 dos 30 denunciados pelo MPRS.

A investigação teve início após um homicídio ocorrido em 2018, revelando a atuação de um grupo criminoso com sede no município e conexões com outras cidades. Os denunciados integravam, segundo a denúncia, facção com base na Região Metropolitana e operavam com hierarquia definida, utilizando aplicativos de mensagens para coordenar ações, distribuir drogas e repassar ordens.

Durante o processo, ficou comprovado que os réus exerciam funções específicas dentro da estrutura criminosa, como gerência de pontos de tráfico, transporte e entrega de entorpecentes, recebimento de valores e apoio logístico. As provas incluíram interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, análise de celulares apreendidos e depoimentos de policiais civis e militares.

A sentença reconheceu a prática do crime de organização criminosa, com agravantes pelo uso de armas de fogo e pela participação de adolescentes. As penas variam entre cinco anos e cinco anos, seis meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa. A Justiça negou a substituição das penas por medidas alternativas, considerando a gravidade dos crimes e a estrutura da organização.

Houve a cisão do processo em razão do número de acusados, e outros réus já haviam sido julgados e condenados em ações penais paralelas. Conforme a promotora de Justiça Cristiana Müller Chatkin, autora da denúncia, a decisão atual representa mais um desdobramento da operação que desarticulou a facção criminosa na cidade.