Prefeitura de Pelotas dá sequência à recuperação da rua 22 de Maio

Rede pluvial e cloacal está completamente entupida, provocando alagamentos e mau cheiro. Drenagem teve início segunda-feira (19) por equipe da Ssui. (Foto: Volmer Perez/Secom)

Rede instalada pela própria população, com material precário, sem planejamento e muito menos atenção do poder público. É esse o contexto que a Prefeitura procura reverter na rua 22 de Maio, bairro Três Vendas, desde segunda-feira (19), quando equipes da Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (Ssui) se instalaram no local para recuperar a rede pluvial e cloacal da via, completamente obstruída. A situação provoca uma série de problemas aos moradores, que sofrem com restrição de mobilidade devido às condições ruins da via, em alguns trechos quase intransitável, dificuldade de escoamento e mau cheiro.

Na manhã desta quinta-feira (22), pelo quarto dia seguido, equipe do Departamento de Microdrenagem da Ssui, com retroescavadeira, caçamba e trabalhadores do MOP, deram sequência ao serviço. O transporte coletivo, que havia deixado de circular porque os moradores fecharam a rua com uma barricada, voltou a operar. O serviço de desobstrução já envolveu também um caminhão hidrojato cedido pelo Sanep. Parte da tubulação já retirada deve ser restaurada pela Ssui. Outra será instalada com material cedido por moradores e fornecido pela Prefeitura. Ao todo, de acordo com o Departamento de Drenagem Urbana da Ssui, são 269 metros de desobstrução até o trecho mais crítico da 22 de Maio, completamente alagado. A extensão total é de 1,4 quilômetro.

Os moradores são os mais interessados na resolução dos problemas. Um deles ofereceu o terreno da casa para a prefeitura instalar uma travessia subterrânea para ligar a rede até a rua 23 de Maio, a solução mais viável até o momento – o que vai demandar da Prefeitura um preparo prévio na estrutura da via que vai receber a ligação. Outro, o aposentado Claudiomar Andrades, diz que a tubulação que comprou do próprio bolso há mais de quatro anos nunca foi instalada, apesar dos pedidos – dele e dos vizinhos – aos governos anteriores. “Agora, parece que o problema vai ser resolvido, a Prefeitura disse que vinha e veio, a gente nem acredita, porque ficava só na promessa”, disse ele.

A dona de casa Ivonete Kanes, que mora há 22 anos na 22 de Maio, não se lembra de ter visto alguma gestão municipal realizar a intervenção em execução na frente da sua casa na manhã desta quinta. Segundo ela, o “máximo” a que assistiu foram patrolas “para dar uma emparelhada”. Obra de drenagem, para acabar com o problema crônico de alagamento que ameaça também a saúde pública, foi a primeira vez. “Minha esperança é que melhore com essa obra da Prefeitura, porque alaga tudo, tem que passar por dentro da água de bicicleta porque a gente fica sem ônibus,  e sem falar que isso é esgoto a céu aberto no meio da rua, um mau cheiro horrível.”