Representantes da região discutem a gestão desastres naturais em evento em Pelotas

Representantes de toda a região participaram do evento. (Foto: Álvaro Guimarães)

Representantes de cidades de toda a Zona Sul do estado se reuniram em Pelotas, nesta terça-feira (20), para participar do Seminário Regional de Integração em Gestão de Riscos e Desastres, promovido pela Câmara Técnica da Agência de Desenvolvimento Regional, em parceria com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul.

“Esse trabalho que está sendo feito visa fortalecer ainda mais a integração existente na nossa região, que é exemplar para o Estado e o Brasil, e acontece há muitos anos. Juntos, enfrentamos eventos como a crise de segurança pública de 2017, quando tivemos um número alarmante de roubos e homicídios; depois, a Covid; e, desde 2023, os grandes eventos naturais adversos, sobretudo no ano passado. A ideia é mostrarmos para todos que fazem parte desta integração o que nós esperamos de hoje para o futuro, como pensamos em aprimorar esta integração e a estruturação que temos, além de trazer experiências de sucesso de outras regiões”, explicou o coordenador regional da Defesa Civil, Márcio André Facin.

Troca de experiências

Um dos destaques do evento foi a apresentação do case de Santa Catarina, que, desde 2023, tornou-se uma referência no país no atendimento a crises e desastres naturais e, somente no último ano, investiu R$ 342 milhões para prevenir enchentes.

Paula detalhou as ações de atendimento à população nas enchentes do ano passado. (Foto: Álvaro Guimarães)

A experiência de Pelotas também foi apresentada pela ex-prefeita e atual secretária estadual de Relações Institucionais, Paula Mascarenhas (PSDB). Paula fez uma apresentação detalhada das ações organizadas para enfrentar as enchentes do ano passado, dos investimentos feitos e de como a integração entre Prefeitura e demais instituições públicas, privadas e do Terceiro Setor conseguiu garantir uma pronta resposta aos efeitos devastadores da enchente.

“Cidades e regiões mais bem preparadas, que fizerem prevenção, que souberem dar respostas, que tiverem capacidade de adaptação, que tiverem trabalho integrado, dados técnicos e pesquisas, como nós temos aqui, oferecerão mais segurança e estarão mais aptas a receber os investimentos privados. Nossa região é a primeira a falar concretamente sobre esta questão como um diferencial competitivo, e acho que a gente precisa focar muito nisso. Este evento também tem esse objetivo”, disse.