
Natural de Canguçu, Lucas Basílio de Almeida sempre encontrou no desenho uma forma de contar histórias. O lápis, que era seu brinquedo preferido na infância, acabou se tornando parte da sua identidade. Hoje, aos 29 anos, ele segue desenhando o que sente, transformando emoções em arte.
“Minha relação com a arte começou muito cedo. Desde criança, o lápis e o papel eram meus melhores amigos”. O artista lembra com carinho das horas que passava desenhando, mesmo sem entender muito sobre técnica ou proporção. “No começo, eram só rabiscos, traços soltos, mas cheios de vontade. Era o meu jeito de criar, de imaginar outros mundos”.
Com o tempo, vieram o aprendizado e o amadurecimento. “A prática, a paciência e a paixão me ensinaram que cada traço tem um significado. Enfrentei muitas dificuldades, mas nunca desisti. Cada obstáculo só me dava mais vontade de continuar”, ressaltou.
Parte dessa trajetória ganhou destaque em abril, quando Almeida apresentou uma exposição no Hospital de Caridade de Canguçu. As obras, espalhadas pelos corredores, revelam seu olhar atento e sensível sobre o mundo.
Sua arte, marcada pelo realismo e pela sensibilidade, retrata cenas do cotidiano e carrega histórias em cada traço. “O desenho é o meu jeito de existir […] Espero que cada obra tenha conversado com quem passou por ali, como conversou comigo enquanto eu a criava”.
O artista é filho de Antônio Carlos Pureza de Almeida e Maria Elizete Basilio de Almeida, irmão de Natalia Basilio de Almeida e tio da Lavínia de Almeida Silva.



